<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444</id><updated>2012-02-03T09:59:44.972-02:00</updated><title type='text'>?ao bixo puro: mais!</title><subtitle type='html'>Hapenas; Letras que nunca dizem o que não deveriam dizer no princípio. Um amontoado.
O que aqui se escreve nunca é o que daí se lê.

Um tEAr com gosto de ontem, com gosto de novo, com cheiro de hortelã.

Um mosquito pousado nos ponteiros do relógio.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-2809065254387807552</id><published>2010-06-21T23:21:00.003-03:00</published><updated>2010-06-21T23:32:37.821-03:00</updated><title type='text'>_intermitências da morte</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;ou O Evangelho Por Ele Próprio&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;A mariposa auri-negra Átropos, que não voava desde 2005, pousou em sua mão direita. Era o sinal dos deuses: seu ciclo de vida daria sua principal guinada, guinada essa ainda mais importante da medalha que Zé recebera na Suécia há uns anos. Os olhos nunca deixaram que a força das pálpebras os fechasse – até este instante, durante o pouso da tal da mariposa, que, misticamente, os fez passar por uma alva lucidez cegante, nada muito sério, nada que modificasse sua présbiopia, talvez nada além de um sinal da idade. Incomodados com essa situação descomunal, os olhos decidiram se cerrar por exatos 35 segundos. Zé só não aproveitou a oportunidade para dormir por culpa dessa mariposa, que repentinamente alçou voo, assustando-o. Os olhos, já abertos, passam a questionar a sanidade de seu Zé: estavam os dois a delinear um cenário peculiar: o horizonte aos poucos vai perdendo a alvura e os traços não enganam, o que se desenhava defronte era ele mesmo sentado em um trono com flores de lis. Agora que acordaste, acreditas, perguntou uma voz bastante familiar a seu Zé, Quem és tu, retruca inutilmente – o silêncio era a mais clara das respostas, era Sousa, o que, de fato, pouco diz, Há um Sousa em cada esquina, ao mínimo, nosso protagonista costumava dizer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;)Quem é Sousa, questiona o leitor desavisado. Sousa é o apelido que o todo poderoso gosta de dar a si mesmo quando aparece em forma masculina para os ateus. Sousa, o nome humano mais próximo de Sou a Sé, é também, e não por acaso, um dos sobrenomes mais comuns, como imagina-se. Talvez faz-se necessário, ainda, apontar a razão desse encontro pouco usual: nosso protagonista, Zé, passou dessa para melhor, como diria os mais folgados e acomodados. Zé está morto(&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Sousa, Sim, sou eu, Zé, acreditas agora em minha existência, Só aceito os ditados não-eclesiáticos, são Tomé só acreditava vendo, eu nem isso. Zé era mais do que cético: era dogmático, era apaixonado, era devoto, era extremista, era ateu e Sousa nenhum o teria crédulo. )O que esperar, deve você perguntar, do encontro de um ateu e um deus e uma crônica totalmente fictícia? Talvez nada.(&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Por que é tão difícil que tu crês em mim, não vês tudo que criei, as fábulas divinas, o mar, as ilhas, as penínsulas, os cães – amigos tão fiéis dos humanos, os personagens políticos, os nomes, os ingratos, a felicidade que só vem em detrimento do caos, as cartas, as cores roxa, amarela e preta,...Chega, interrompe Zé, tu não criaste nada disso – tudo já estava lá antes de tua primeira aparição – a única coisa que fizeste foi dizer a nós, humanos como eu, o leitor,..., que tudo isso talvez merecesse mais atenção do que de fato dávamos, Ah, então crês, Nunca disse que não cria em ti, Sousa, não estou a te ver, a conversar contigo, pergunta Zé, que continua, Pois a falar sozinho não estou – sanidade é minha virtude de que mais me orgulho, Então por que és agressivo, descrente, incrédulo, cegado, Pois não sou, já disse que orgulho-me de minha sanidade ferrenha, estás aí, na minha frente,transvestido de humano homem, não creio é naquilo que te rodeia, naquilo que pertence a ti, que está em ti, mas que não é seu; sou descrente e incrédulo desse trono donde falas, dessa cadeira irreal formada por flores de lis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;E como se essa cena fosse parte de uma ficção, uma rajada flamejante carboniza única e somente o trono donde seu Sousa falava. Finalmente ele e seu Zé se colocam frente a frente, altura empatada; igualmente pequeninos. Com tom de vencedor retórico, Sousa sussurra aos ouvidos de seu Zé,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt; Não crês, mas sabes quem sou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;)Você, leitor, sente que, independentemente das negações, das insistências e dos egos e falsas modéstias de seu Zé e Sousa, um é outro e outro é um – isso se não são os mesmos.(&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-2809065254387807552?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/2809065254387807552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=2809065254387807552&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/2809065254387807552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/2809065254387807552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2010/06/intermitencias-da-morte.html' title='_intermitências da morte'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-1721707302893963567</id><published>2009-09-05T11:39:00.003-03:00</published><updated>2009-09-06T15:15:54.691-03:00</updated><title type='text'>_manchete de jornal</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ela, nua, volta seus olhos ao espelho burlado de vapor de chuveiro do banheiro do quarto de hotel em que Jack Nicholson dormia para escrever seu livro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ele, tímido e curioso, vestia uma toalha vermelha. está agachado, com vistas fixas à fechadura da porta do quarto de hotel em que Jack Nicholson dormia para escrever seu livro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;você, em pose religiosa de oração, está no quarto de hotel em que Jack Nicholson dormia para escrever seu livro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ela, você a vê, a porta do banheiro do quarto de hotel em que Jack Nicholson dormia para escrever seu livro está aberta. sua máquina fotográfica – dela – está quebrada, o que lhe resta é a pintura – na tela de vidro, com tinta de vapor d’água – desse reflexo que a perturba: você embaçado em pose religiosa de oração.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ele, você não o vê, a porta do quarto de hotel em que Jack Nicholson dormia para escrever seu livro está fechada – e ele não tem as chaves. sua máquina fotográfica – dele – não consegue captar a imagem pela fechadura,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o que lhe resta é escrever – com tinta tão cara, o sangue de suas lágrimas são suficientes – nesse pedaço de guardanapo a cena que causa um som tão perturbador: você em pose religiosa de oração gemendo em lá 440.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ela mal vê você – não sabe que é você – sabe, pois, que há algo no reflexo do espelho do banheiro do quarto de hotel em que Jack Nicholson dormia para escrever seu livro. ela não ouve sua – sim, a de você – respiração ou seu gemido em lá 440 (a ducha a ensurdece – ou é algo mais?), ela não sabe – e por isso teme o que você é.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ele vê você – não sabe que é você, apesar de saber que é humano e que está em pose religiosa de oração. a fechadura do quarto de hotel em que Jack Nicholson dormia para escrever seu livro é estreita, os olhos dele conseguem apenas capturar metonímias de você. a porta é de madeira maciça, daquelas antigas, dos tempos do hotel em que Jack Nicholson escreveu seu livro, daquelas que se escuta pouco do lá 440 que você produz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ela desenhou. dizer que desenhou você seria mentir – mas desenhou: vapor, espelho, ela nua, você atrás, ducha, oração, Jack Nicholson.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ele descreveu você. dizer que descreveu algo que não você seria mentir – ele viu você, ele ouviu você, ele &lt;i&gt;sabia&lt;/i&gt; que era você.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)hoje, no mundo onde o “pós-(coloque aqui o seu –ismo)” está na moda, está você a ler o sangue no guardanapo e a ver o dedo escorrido no vapor do espelho. você não se lembra do sangue e não entende o vapor. Jack Nicholson também não. Jack Torrance – o louco – solta um riso insano (em lá 444) quando vê o dedo no vapor. Jack Nicholson (que também atende como David Locke), chora uma lágrima vermelha e soluceja em lá 440.(&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ela e ele – malditos! – não sabiam o que você fazia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;você sabia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: verdana"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="verdana"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="verdana"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="verdana"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="verdana"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)o nome desse texto mudou...perdeu a graça, mas aposto que você pegou!(&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-1721707302893963567?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/1721707302893963567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=1721707302893963567&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/1721707302893963567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/1721707302893963567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2009/09/retratos-de-voce.html' title='_manchete de jornal'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-2828392159332259396</id><published>2008-06-27T19:10:00.002-03:00</published><updated>2008-06-27T19:14:38.158-03:00</updated><title type='text'>_o espelho</title><content type='html'>Espelho se quebrou,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;)Botões por abrir,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma abelha a te picar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pica-me a mim!(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, isso tudo é do lado de lá do reflexo do espelho. De que me adianta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei, mas sei que amei e amo (.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-2828392159332259396?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/2828392159332259396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=2828392159332259396&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/2828392159332259396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/2828392159332259396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2008/06/o-espelho.html' title='_o espelho'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-7508900553746836906</id><published>2008-04-11T09:28:00.008-03:00</published><updated>2008-04-11T14:13:28.857-03:00</updated><title type='text'>_o inferno de dantes</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pessoar, essa é uma tentativa de poesia...tentei aprender com o Gui, só que ele disse que não sabia me ensinar...é algo muito incipiente ainda...acho que não sirvo pra poesiar!!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Leiam e vejam o que acham...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-X-&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;)Das odes às odes&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;ao ódio às orbes,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;oh! lírico faustoso, degraus&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;não sobes.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Encerra em ti a poesia ou passai&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;– das imagens floridas –&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;ao ente retumbante dos avoantes. Floridos&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;carreiros embotadas de harmonia, perca tu&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;, ó fausto, a tua vida.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;As veredas que de cá&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;norteiam, é uma&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;e basta!(&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Do semblante malogrado, ao olhar excomungado,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;o passeio se perde na carreta lotada&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;de galinhas e bois e vacas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ó Fausto! ó poeta...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;se enxergas &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;é léria.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Rabiscos,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;pueris e tortuosos,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;encerram os olhos nossos do&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;azul-em-dégradé ao laranja-tom-pastel.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O &lt;i&gt;hic et nunc&lt;/i&gt; do agora ao agora – nunca o mesmo – &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;engigantam o guarda-chuva da madama de Monet; ente amado...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Ó poeta! ó político...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ó Lírico! Ó literato!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Entortai a moral, que as letras&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;– um reticente ao além –&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;cadeias repudiam.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Antes&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Palavras rabisco&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;a versos ajuizados&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;peripécias&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;d’zumbi – negro d’ocro&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;cujo soante tremula aos ouvidos dos&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;pretos d’hoje como estro –&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;minutar um croqui não arriscarei!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;ARGH! – ó poesia! cadê tu?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;peripécias&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;da unidade do martinete d’urubu&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;ao sambar ao lado de algodões&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-doces –&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;de infante e Platões – &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;garatujando o preto’ao alvo&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Se sorris, ledor,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;és vencedor&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Se pensas, ledor,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;és lutador&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Se incitas, poeta,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;deixaste de ser fingidor!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-7508900553746836906?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/7508900553746836906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=7508900553746836906&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/7508900553746836906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/7508900553746836906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2008/04/o-inferno-de-dantes.html' title='_o inferno de dantes'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-6447330168167099227</id><published>2008-03-12T20:29:00.001-03:00</published><updated>2008-03-13T09:05:21.754-03:00</updated><title type='text'>_agora eles eram o gênio</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;)e pensar que acabei de publicar o texto debaixo...(&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Já tinha seus alguns anos de primário, não era novato, pelo contrário; não havia razão para aquele frio na barriga. Tomava seu desjejum – maçã, leite com banana, granola, puta que o pariu! uma baita refeição pra um moleque na meninice – afinal, por mais que diga sustentar-se num dia todo de brincadeiras e estudos com apenas um Bom dia de sua mãe, ninguém cria forças do além. As colheres da maçã e da granola eram distintas; uma de sobremesa, outra de chá – essa para a fruta; raspá-la até esmiuçá-la a uma polpa gosmenta facilita sua ingestão. O copo em que estava a vitamina de leite com morango não era tão infantil quanto aquele que o segura; transparente, incolor, como um tronco de cone. Sua mãe está mais preocupada com o transtorno da cozinha, com a comida a fazer para si e para as crias, com o marido de sono profundo, com a ordem, acima de tudo – não é incrível a capacidade de nossas mães )até os órfãos a têm, garanto pelos deuses!( arrumarem toda a sala logo depois de uma festa de meninos em torno do vídeo-game, com cachorros-quentes, com milk-shakes e quitutes saudosos da infância? Ele está a comer seu desjejum sem qualquer zelo direto da mãe – como dito, elas são seres especiais, sabem o que passa em torno de si sem mesmo olhar, basta-lhe um dos sentidos –, suas mãos trêmulas derrubam um pouco de maça no copo de vitamina, um pouco de granola na toalha ovulada da mesa. Está no modo automático, se pudéssemos compará-lo a um carro, pensa não no’aqui, mas no’ali, nos dez minutos iniciais do retorno às aulas. Poxa, leitor, imagine você também, um recém-bebê, vai largar sua mãe e deixará de lado o conforto e familiaridade de seu quarto para ir a um lugar hostil onde mal se consegue falar o que quer – o mundo dos púberes e infantes é diferente do dos adultos, é sempre mais fantasioso e épico; o dos velhos é conformado e regido pelas morais e pelas éticas e por isso e por aquilo. puta mundinho chato...mundinho de velho! é o que pensaria um pirralho como o nosso aqui. Está temeroso. Nossa criança está com receio de ir a escola pois sabe: está se tornando um deles; pensa ele que a escola não passa de uma instituição de lavagem cerebral, um lugar em que se aprende a etiqueta de ser-adulto. Seus dedos tremeluzem, mais desordenadamente que aqueles feixes de laser que os palestrantes usam. Sua colher, agora que passaram alguns dois minutos – chega a hora! –, não mais adentra em sua boca, erra e acerta o lábio, a bochecha,... Asseia-se, dois minutos seria exagerado. Sua mãe – nesses quatro minutos! – foi capaz de arrumar a cozinha, acordar o marido, assear-se, vestir-se, pôr sua filha no carro e chamar Venha, filho, está atrasado pro seu primeiro dia de aula. Sabe, leitor, aquele frio na espinha que dizem ser a morte passando sua foice em nossas costas? capaz que nossa criança ache que a escola seja a morte a partir de hoje. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Ah, a matemática, como assusta! Pior: para que saber que duas bananas para cada um teríamos se tivéssemos seis para três pessoas? isso sim é conhecimento inútil, dá-me cá um carrinho de controle remoto que eu esmago essas seis bananas!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;)pulemos o sofrimento de nossa criança, afinal, isso aqui não é um conto de terror, vamos à aula em si que nos é mais importante.(&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Era o primeiro ano em que a escola decidia colocar uma dupla ao invés de carteiras individuais. Em todas as aulas, portanto, a cabeça pensante de um se mesclaria com a do outro e a genialidade seria duplicada – era esse o raciocínio, correto? – a dupla de nosso personagem era outro garoto, um daqueles que está no grupo dos populares e que, em realidade, não passa de mais um...não é um pop, só tem os contatos certos. A sala parecia uma masmorra repleta de obstáculos, dragões e espinhos, uma longa estrada que terminaria no castelo mal-assombrado que era seu lugar, ao lado de um feudo reinado por um nobre até então inimigo. Que tarefa!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Aventura passada )aqui não vale a pena traduzir a aflição pela qual nosso protagonista passou...nada será de tamanha magnitude(, estão sentados ele e seu colega. Como já dito, ele era um dos integrantes do grupo pop, não era alguém conhecido. Chamava-o de Você. O silêncio entre os dois parecia infindável, um abismo pelo qual apenas um dragão alado conseguiria voar. Ou melhor ainda, eram aqueles instantes prévios da batalha entre os guerreiros; um analisava o outro, procurando pontos fracos, estudando movimentos, esperavam por um deslize para iniciar o combate.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;  A aula começava de fato. Era momento de aprender a maldita matemática, a professora, com todo aquele vocabulário maternal e confortável, passava exercícios de sistematização, era esse o termo...algo para relembrar o conteúdo. Nossa...que chatice, três meses inteiros de férias e agora vem essa velha coroca querendo que eu lembre como que eu faço contas...que cocô! O monobloco novinho com ilustrações de desenhos animados do canal infantil seria finalmente estreado, o lápis 2B da faber-castel sujaria pela primeira vez o dedo de nossa criança com o toque da desabilidade manual – quase poético. pena que a poesia daqui está mais além. Seus olhos fitavam a caligrafia garranchada no papel, Eu entendo, é o que importa, diria ele; de fato, estava enganado. A professora corrigiria o exercício de sistematização em questão de alguns dias, precisava entender o que estava lá escrito. Fitou por alguns segundos as questões, mal olhou para seu colega pseudo-pop e partiu-se ao trabalho, cinco questões de tirar o fôlego. Seu colega, ao lado, só observava a habilidade matemática de sua dupla: em alguns minutos, fez a primeira questão – uau, esse é um gênio! – mais alguns minutos, a segunda estava feita – qué isso? – terceira, quarta, quinta. Todas feitas e metade da aula ainda sobrava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Seu medo de conversar com o pseudo-pop era tamanha, preferia ficar em seu mundo, apreciar o seu próprio ego. Arriscando-se, deixou a folha com as questões resolvidas próximo do campo de visão de sua dupla, era um primeiro contato direto – e que contato! – entre ambos, era o início de uma amizade. Você é um gênio, disse à nossa criança, olha só como você faz tudo tão...facilmente!! Mas...pera...acho que essa questão está errada, olha, peraí, deixa eu fazer essa...ei, essa dá pra fazer desse jeito também, né? Não fica mais fácil? Nossa...mas mesmo assim, nunca teria pensado em fazer usando esse raciocínio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Ficaram conversando sobre as questões o restante da aula, resolveram e resolveram-nas por diferentes maneiras, cada hora com um raciocínio novo. Era uma união da timidez com a popularidade – se é que isso a poesia me permite dizer – na frieza matemática. A aula acabou: Cara, você é um gênio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;)Mal sabiam as duas crianças que genial era a matemática e que ainda mais genial era essa dupla.(&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-6447330168167099227?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/6447330168167099227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=6447330168167099227&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/6447330168167099227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/6447330168167099227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2008/03/agora-eles-eram-o-gnio.html' title='_agora eles eram o gênio'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-5686618196659248265</id><published>2008-03-07T09:11:00.001-03:00</published><updated>2008-03-07T09:13:00.873-03:00</updated><title type='text'>_   Ø  Q ou o conto em que o protagonista morre no final</title><content type='html'>&lt;p&gt;)como diria um poeta da meia noite, esse poema lê-se de olhos bem fechados, apenas; dizem que a morte é melhor vista se, ao passeio fatal de rotina, jogarmos fogo nela. Gui, isso foi pra você, pare de decifrá-lo pela leitura, leia-o.(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Das cartas violetas às ligações de sete dias, o que me sobrou a mim foi surpresa, a morte de supetão. E de supetão ei-la.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;                Minhas mãos passeavam pelo corpo seu como se acariciando estivesse – era em fato carinho, daqueles que seguram e protegem e dizem Cá está a salvo, ao lado de mim – e meus dedos sentiam o grosso de uma cútis calejada – diz você ser resultado meu de tamanha carícia. Sabe você mui bem o que quero, é apenas mais uma demonstração de afeto. Como gosto de sua barriga! Pena ser a única a saber do que me aflora à pele. Vezes até duvido que saiba de fato. )Ah, se o amor fosse moda... Não que o mundo passaria a ser melhor, seria ao menos mais amoroso.( Seu semblante feliz só me diz            ou pouco menos – quiçá seja incapacidade minha de entendê-la. Em bom português: que se foda...gostava mesmo era de perder alguns segundos descobrindo um deserto de células mortas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;                Mas, ah, meu dedo... Sua pele começa a incomodar meu dedo, que passa a se ver ameaçada Não quero esse destino, sou madame. não suporto concorrência com a beleza que é só minha. Aceito os motivos. Ignoro-lhe a razão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;                Pouparei seu tempo. Meu dedo e eu brigamos. Feio. Nada mais previsível. Queria que você continuasse a sorrir – era o sorriso meu que se refletia nos seus dentes, que de brancos, só tinham a pasta; em fato queria manter meu orgulho de tê-la a mim como um amuleto. uma conquista. Ah, mas não é que você – sua barriga safadaaa! – teimava em pedir por carinho, dando-me obrigação de responder – responder tornou-se uma compulsão para mim. era o que eu havia pedido. eu e meu ego – e lá ia eu, boba, apaixonada, brincar. Adoro essa loucura de ver minha felicidade estampada nos rostos dos outros; um exagero imensurável, uma mentira. Uma metáfora. )Não creio... Vem mesmo! Vem brincar comigo, barriguinha, gosto tanto de você, meu dedo compreende!(&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;                Para que? Mais uma vez meu dedo me deu uma bronca. Ok, imagine como ficaria eu horrível com dedos de violeiro, minhas unhas recém-pintadas destoariam. Vezes um bom senso ajuda. )Vamos...compreenda, dedo, é só um carinho desmedido, calos não passam de pele para pele!(&lt;br /&gt;                &lt;/p&gt;&lt;p&gt;                Você deixou de sorrir; eu deixei de ser refletida; meu dedo está satisfeito. Estou aqui, esperando por mais uma safadeza sua; quem sabe sua ousadia não me sirva como desculpa para acariciá-la – ah, como gosto de sua barriga, você é tão macia – e para brigar um pouco mais. Sou uma menina que não faz por mal, faz por amor, faz por paixão – paixão, sim, essa é a palavra! – só quero mostrar isso a todos. )Ah, dedinho enciumado...não precisa disso, seu encanto ainda será só seu. as luzes vão para você ainda!(&lt;br /&gt;                &lt;/p&gt;&lt;p&gt;                Sei lá...me deu uma vontade louca de te beijar, sabe? Um beijo desses que se tasca, mas se perde no ar, só pra dizer Fique, calos, na barriga, estarei sempre por perto, meus dedos não atrapalhariam se você não me atrapalhar. Meus lábios não entram nessa história, não nessa versão – há algumas testemunhas do futuro que dizem que esse é só um começo e o beijo não tardará.&lt;br /&gt;                &lt;/p&gt;&lt;p&gt;                E foi enquanto te cantava, barriga, que meu dedo gritou Olha, é a morte.&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;                )Estou vivo, por mais que a biologia e a metafísica não expliquem. Faço-o sem ajudas: eu, como migo, jazo, a barriga e o dedo, agora, inda brincam de...(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-X-&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;                Esse é um texto arrogante pra caralho.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-5686618196659248265?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/5686618196659248265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=5686618196659248265&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/5686618196659248265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/5686618196659248265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2008/03/q-ou-o-conto-em-que-o-protagonista.html' title='_   Ø  Q ou o conto em que o protagonista morre no final'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-4245731017215986906</id><published>2008-03-03T09:35:00.001-03:00</published><updated>2008-03-03T09:37:31.947-03:00</updated><title type='text'>_prova metafísica da existência ou ensaio sobre deus</title><content type='html'>Se pudesse eu ser lírico por completo, gritaria aos deuses a agonia de sentir as lâminas amoladas do tempo ceifando o agora do agora-há-pouco, ulularia a tristeza do meu navegar nesse rio, pediria misericórdia pela angústia do pesar que passa defronte meus olhos, sussurrando-me Vê, se vê, passou. Pretendo não tardar em ir ao ponto. Lembra daquela vez em que te levei àquela casa que tanto temia no fim daquela rua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso que escrevo não é nada mais que uma recordação do dia que julgo ter sido o mais importante para si, aquele em que descobriu que minha mão não é mais que inimiga tua – sim, sim, sou seu irmão, e como bom irmão, só sou bom se for companhia; como motorista de si, sou um ótimo estraga prazer! – e que aquela casa, ao final das contas, só aparentava ser mal-assombrada; em verdade, era a carapaça que lhe dava o tom medonho. Ser irmão mais velho&lt;br /&gt;tem suas responsabilidades também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanta saudade daquele dia. Viu como é ruim não estar sozinho para suas próprias descobertas, pergunto eu. E mais: um cemitério de onças assassinas da tribo que viveu aqui na época dantes dessa cidade ser cidade é um disparate de grau mor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me que estava você todo cego pelo mito da casa que uivava às noites, via nada na sua frente que não uma idéia fixa. Sua, acima de tudo. Era sua epopéia, a razão de seus maiores pesadelos e sonhos, era um mundo desconhecido que existia apenas em sua imaginação. A casa não era simplesmente uma casa – assim como um homem nunca é o mesmo. Meus anos adolescentes pediam para que te ensinasse os macetes da vida, um deles era te desfazer das fantasias pueris que ainda rondavam sua cabeça – papai noel não gostaria de saber que não mais é personagem em sua vida – tudo isso por pura sensação de superioridade. Sim, sim. Sentia-me o maioral, o deus todo-poderoso, aquele que tudo sabe; ademais, em mim palavras se rebelavam pedindo por libertação. Foi o que fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um dia daqueles que os deuses haviam separado para o culto aos olhos fechados. Sem firulas; era fim de semana. Depois do almoço, você me puxou pelos braços com olhos típicos seus, Vamos à casa, perguntavam-me; pois diz que minto, e diz a verdade. Seus olhos nunca falariam, ao máximo, ver-me-iam; era essa minha coisa que não sei explicar que me pedia que inventasse qualquer possível sinal de súplica por parte do seu corpo: o alvará perfeito pra que minha superioridade fosse posta na mesa. Puxei seus braços trêmulos para fora de casa – morávamos no mesmo quarteirão da casa maldita, pergunto se se lembra – e pude notar que havia um freio sutil que desacelerava meu passo: era você e seu medo de defrontar-se com suas verdades – sim, eram verdades suas; cria nelas como se numa religião – e confrontá-las com o que seus olhos queriam mostrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tivesse dez primaveras, acredito que estaria a pôr anos demais para si, provavelmente sua infância estava ainda no auge – logo se pôde notar com tamanha insegurança que vagava seu pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa era grande e velha. Telhas caindo, calha descascando, pergolado de madeira colonial apodrecendo, janelas quebradas, típico de um filme de terror. Sua mão suava frio, sei que se lembra disso. Dizia para você que a dona era uma simpática senhora de terceira idade, já enviuvada, que vivia com seus passarinhos livres pela casa, sempre, aos domingos de manhã, libertava-os para um vôo idiossincrático. Recordo-me da primeira vez que conversei com ela; era mamãe e papai que queriam comprar a casa, você ainda era criança de colo, só chorava, por sorte do hic et nunc, a senhora não aceitou a troca justa. Em minha decepção, decidi criar mitos sobre a casa para difamar sua imagem no quarteirão. Dos poucos que sobraram, alguns foram modificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava você logo atrás de mim, já com lágrimas escorrendo em um choro silencioso e taciturno. Toquei a campainha em uma ritmação que havia se tornado senha de acesso à casa – a senhora saberia de quem se tratava – e abro a porta sem mesmo esperar por resposta. Tenho certeza – não adianta mentir – de que você achou que seus pesadelos eram verdadeiros, o grande salão de entrada estava escuro, permitindo que sombras tomassem formas assustadoras. Você gritou bastante aquele dia. Um grito ininteligível. Mas um grito. Seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas não seria justo, para mim, deixá-lo na mentira e na hipocrisia. Acendi as luzes. Ao andar superior, podíamos ver a senhora, com um sorriso no rosto, dizia que estava saudosa e que faria um lanche da tarde para padaria alguma botar defeito. Sentia seu pulso, estava a mil por minuto,&lt;br /&gt;por certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que passou com você, comemos os melhores quitutes, doces, chás, pães, balas, tudo que criança gosta. Seu rosto de assustado – ao que me parecia – não te deixava livre. Saímos de lá com sentimentos opostos. Saí como vilão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;)se você pudesse...ah, se você pudesse – uma única vez – notar que não são ruas, casas, cemitério de onças assassinas, sua imaginação, vontades adolescentes, luzes. Agora você está a caminho da casa, estou se conduzindo da mesma maneira que há anos atrás; suas verdades não querem oposição. E se a rua e a casa fossem esse texto, assim como o cemitério das onças não é mais que uma metáfora para representar a metáfora ou ainda que sua imaginação fosse sua interpretação para esse texto e a vontade adolescente minha em se contar toda a verdade e pôr ao chão suas idéias fosse justamente isso que cá faço; que me dirá você se dissesse que isso que acabo de revelar é a mais pura verdade, pergunto eu. Provavelmente não cometeria o mesmo erro duas vezes. O que acabo de se desvendar é apenas uma grande metáfora ainda maior.(&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-4245731017215986906?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/4245731017215986906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=4245731017215986906&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/4245731017215986906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/4245731017215986906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2008/03/prova-metafsica-da-existncia-ou-ensaio.html' title='_prova metafísica da existência ou ensaio sobre deus'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-4757109345259545137</id><published>2008-02-26T08:12:00.001-03:00</published><updated>2008-02-26T08:12:52.682-03:00</updated><title type='text'>_se nada se adjetiva</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao entrar na sala de sua casa, o primeiro ponto de repouso de seus olhos será em sua estante que, dela mesma, só se vê o encalço e a lateral madeirada clara marfim, único local onde há vestígio algum da idade já anosa da mobília: alguns espaçados focos de mofo que encobrem o ainda taciturno flectido da madeira do fundo, o que apenas comprova a umidade e a baixa qualidade do estanteado. O sofá preto nem mais se vê, já calado pelos panos, pelo pó, pelos restos de pizza e suas respectivas embalagens, pelo pequeno cão que insiste em morar com ele e pelo catálogo da programação televisiva; decerto o móvel é a estante para o que não é suficientemente organizável em prateleiras e estantes. A televisão são duas: uma inativa pela idade, outra que garante a zombaria durante as vinte e cinco horas do dia – a matemática para ele já não tem tanto efeito, apesar de sabê-lo de sua importância na compra do jornal diário na banca de sua praça e na checagem do troco da pizza, seu raciocínio lógico é evidentemente ineficiente e imprestável. Às máquinas multimídias telemáticas, uma veio-lhe de herança de seu irmão mais velho, o safo é percebido na falta de entrada para antenas externas e na competência de receber ondas de canais dos mais específicos: um&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;estatal, cuja programação se resume em debates políticos dos legisladores e dos deputados e congressistas, outro do mercado financeiro, cuja tela se baseia num gráfico móvel dos preços e valores das principais ações, da cotação de moedas estrangeiras e nacional, como um último exemplo, há o canal religioso de exorcismo, com missas e músicas otimistas e excludentes, resumidas na máxima “só-eu-salvo”ista. Já o outro aparelho, mais recente e de maior potência e definição digital, é o apreço do dono-da-casa, com aproximadamente cem canais fixos e mais cerca de trinta que transmitem, a cada dia da semana, um canal diferente do mundo, uma maneira simplória de viajar o globo com menos dinheiro avoando dos bolsos. Dos cem canais fixos, é fiel telespectador de alguns dez – arriscando alto para parecer-nos menos estapafúrdia a cena – alguns nacionais, apesar da não tão alta qualidade quanto aos de países mais desenvolvidos segundo os especialistas no assunto, outros de países mais periféricos, outros de países isófonos, alguns das potências globais. Pois se duas televisões em destaque, é lá que seria o ponto de repouso natural dos olhos, creria um leitor mais atento; o fato, por mais feérico que possa parecer, é que, ao ponto frontal daquele que está sentado no sofá – a parede das televisões – há um mini labirinto espelhante, típico de parque de diversões, cuja brincadeira está nas diversas formas e reflexões que a feição e o semblante do objeto, sempre o afunilando, engrangecendo-o, engorgando-o; sua vista ficaria zonza e incomodada, porquanto o natural do instinto humano é . Diz o dono-da-casa que adora chamar suas amigas e parceiras sexuais para o sexo excêntrico que os espelhos lhe conferem. – falemos das mulheres por algumas linhas; sua mais preferida é deveras uma morena estudante da universidade da cidade, diz que ela é tímida, muitas vezes ela tem a capacidade de não ser refletida pelos espelhos e se esconder, a outra, mais distante e um pouco mais platônica, é aquela modelo )sim, sim, modelo de revista erótica, sim, uma meretriz, para parecer que somos cultos( que teve seu território invadido já por inúmeros outros, não há ser andante na face desse planeta que não a inveje, é do tipo monumento, a última é também a mais freqüente amiga sexual e a menos reconhecida é uma presente dos milhões de anos de evolução:&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;sua mão esquerda. Há outras, mas essas são as top. – E de que adianta dar toda a descrição dos micro detalhes da sala se o que você verá em proeminências será a estante? Dizem os visitantes da casa dele que essa é o cartão de visita de toda a casa, porquanto todo o resto é inapresentável, por assim dizer, não sendo razoável tampouco a apresentação de seu quarto – imagine então de seu banheiro. Suas prateleiras não chegam a se abarrotar de livros ainda, um jovem da vida pré-madura não conseguiria uma biblioteca considerável, contudo, os volumes que lá encontramos são, resumidamente, de literatura e verbetes de dicionários em línguas úteis para si. Sabem, leitores, aquela hipótese que já foi representada em algum conto do passado de que, contabilizando os verbetes encontrados no livro, podemos ter noção quase que perfeita do que se trata o enredo ou a temática motriz do que se lê? Ora, aqui não seria passível de identificar uma só narrativa que generalizasse tudo numa coisa só, primeiro, qualquer palavra, mesmo que secundária ou meramente usada como fim de sinonímia seria incongruente – vejamos o exemplo de alamba, recorrente no texto, e que, por fins estilísticos, seja trocado por manga, cuja sema se divide entre o fruto e o termo referente à parte do vestuário que cobre os braços; e então?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a manga entraria nessa contagem de maneira qual?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;– outrossim, os vocábulos seriam, ao mínimo, duplicados pelos dicionários. Retomando, a estante está flectida e porosa devido à umidade ou idade da mobília, ele, como bom dono-de-casa que é, gosta de encerá-la com todo zelo que possui, tudo para mantê-la do seu jeito, sabe que não conseguirá transformá-lo em uma estante planejada e montada para ser sua, é apenas mais uma que é prática e lhe serve; mês a mês, o mais tardar, cuida de repintá-la, reencerá-la, o escambau, tudo para que pareça-lhe um móvel feito sob medida para si. Estima especial para com sua estante, podemos ver. Sua vida não se resume a tratar sua mobília de modo esmerado, porquanto isso requer azos e força de vontade que nem sempre existem, imaginem que quando não está ele assistindo a televisão de sua casa ou lendo livros, está trabalhando – se não o disse, diga-se que cá sim o foi dito; é revisor de artigos da revista mais conhecida nas redondezas, se bem que revisar é uma tarefa que esconde metafísica demais, não é qualquer josé da rua que conseguiria. nem ele o faz, recebe para tanto e o máximo que se aproxima da profissão é no nome; lê, entretanto é inábil para a correção mais bem estruturada da língua usada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;)ó!, diriam vocês, mas que passa?! Um parágrafo feito! Digo: há agora no conto uma ruptura, o que antes foi escrito não mais terá continuação lógica na estória; uma nova leitura aqui será demandada. Por dizer em metáforas, que imagino ser um gosto de vocês leitores, o texto que daqui pra frente será lido é nossa estante em reforma, pede por cuidados, e é unicamente nossa bonança que permitiria o apuro.(.)Como narrador, sempre vejo que parágrafos deveriam existir a momentos todos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Como agora,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;e novamente cá.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Não há texto – digo por experiência – cuja homogeneidade é tamanha que, mormente, usa-se parágrafo por páginas, o mais correto – se assim podemos avaliar – é escrever palavras soltas na página, como que sem querer muito dizer exatamente, só deste modo poderíamos perceber as rupturas da narrativa, do autor, do narrador e do leitor. Tudo muito bem jogado ao lodo.(&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ok. Vencem os menos filósofos, aqui não terá uma ruptura digna de parágrafo. A fissura será mais estilística. Vamo-nos aos fatos, vamos ao &lt;i style=""&gt;lide&lt;/i&gt; propriamente dito. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Hoje, nesse exato dia, ele não quis ir ao trabalho, diz-se cansado e pirético, uma gripe-por-vir ou um paludismo em tamanho mais diminuto – medicina não é seu forte. Preferiu garantir o dia seguinte de trabalho, cuidar-se por um dia seria suficiente para uma melhora significativa, afinal, todo mal é combatido mais facilmente se no seu sintoma de intróito àquele mais conhecido e avançado, também chamado morte. Ligou para a administração da revista, quem atendeu é o editor chefe, Quem fala por aí, ele responde com seu nome, Cá estou ligando para avisar-lhe que suspeito estar entrando numa constipação que está a entupir minhas vias respiratórias, Decerto esperado, seu apartamento é pó e uma estante, Deveras; gosto muito de..., alguns segundos de pausa cortados pelo editor, Do quê, afinal, não há resposta compreensível, só&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;cofes e atchins típicos de uma rinite aguda, Do quê, dizia, De meus livros, de meus livros, perdoe, o nariz não agüenta o maltrato, Que deus se sare até amanhã o mais tardar, telefones no gancho após uma despedida profissional. A televisão antiquada foi a primeira a acordar e ver o estado de seu dono, seus olhos encaram diretamente a narina escorrendo à medida que mostrava o santíssimo Vigário de cristo discursando sobre o bem-católico-ser. Pousaram-lhe aos ouvidos alguns minutos de mandamentos e desmandamentos sagrados ou profanos que cocegavam os pêlos do órgão que passou gradativamente a nível otítico. Desligou o televisor velho e partiu para o mais moderno: horas do programa estatal do país isófono do continente velho, Ligue para nossas centrais e responda ao questionário para ganhar prêmios em dinheiro, não há mais tempo, são só mais dois minutos – e ficava o cronômetro parado até os dois minutos finais do programa para começar a contagem regressiva. O prêmio era razoável, equivalente a meio salário na revista. Ousou mexer-se para pegar o telefone, o que não foi necessário, uma vez que seu telefone estava em seu colo, como se esperando para ser usado. Discou os tantos números. A primeira questão era simples, política atual para crianças. A segunda já teve uma dificuldade maior, história natural para adolescentes. A terceira – que, pelo ditado, é sempre demais – era transcendental e filosófica, relativa a assuntos como &lt;i style=""&gt;tempo&lt;/i&gt;, típico dos que não tem mais nada a fazer. Não soube resolver. Minto, não chegou a tentar resolvê-la, pensou que já havia se excedido no tempo de telefone. Foi pô-lo no gancho, uma hemicrania exasperada passou a tomar-lhe conta da cabeça; doía-lhe o lobo esquerdo, o que é estranho, sabendo que, pelo mais que a ciência avance, temos como parte do acervo cultural o dado que o raciocínio lógico é fruto do lobo direito do cérebro, a canseira, decorrente de uso estressante, causaria dor; o que prova que a hemicrania não é decorrência de sua participação tímida no “desafio cultural” do programa televisivo. Almoçou, televisou, jantou e dormiu para acordar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Acordou para voltar a dormir, a hemicrania não havia passado, seu defluxo havia se agravado e a sinusite parecia inevitável. Decidiu mais uma vez cancelar o trabalho. Um diálogo já visto se repetiu não com as próprias palavras, decerto; havia conseguido descanso de tantos dias desde que, em ao menos um dia, fosse ao clínico geral checar se não havia maiores possíveis mazelas. Prometeu. Ao contrário do que é normal, de ir o enfermo ao curador, pediu a seu vizinho, pediatra em ofício, que viesse vê-lo e receitá-lo algum anti-histamínico ou algo do tipo. Quais são seus sintomas, pergunta de praxe, Tenho nariz escorrendo e uma dor de cabeça imensurável, Que parte lhe dói mais, no meio, na periferia, na nuca, No lado esquerdo, Dói ouvidos, Dos males, o menor, pegou seu estetoscópio, Fundo, ..., ..., ..., Nada, foi cortado por um espirro e continuou ignorando o degrau causado pela esternutação, Grave aqui, Receita algum remédio em especial, tenho que voltar ao trabalho, É uma virose boba, nada mais, em mais tardar semana que vem estará curado, tome água, repouse, alimente-se bem e veja se arrume sua sala, certamente o pó daqui ajudou na sua sinusite. Tchaus e agradecimentos. Ao sair o doutor da sala, ele não deu a menor importância para o último conselho, mormente por saber que virose é a culpa da efemeridade quando não se acha explicação mais aceitável, ademais, sua sala nunca havia lhe traído, o pó era seu amigo. Manteve-se sentado só se divertindo com seus cem canais em companhia de seu cachorro – é divino notar que os animais percebem o mal estado de saúde dos donos e ficam sempre ali, nos espreitando, meio que esperando o causador sair de nosso corpo para, com uma só mordida, acabar-lhe com a raça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Já era noite, o sono não havia lhe visitado, estava atrasado, era madrugada. Em um de seus canais preferidos, estava passando um filme deveras aflitivo, desses que nos mantém tensos dos primeiros ao último minuto. Nada de sucesso ou produzido pelas maiores do globo, era um filme do tipo underground trash, típico dos não endinheirados ou que não querem se endinheirar. Numa das cenas finais, clichês desse gênero, o bom moço está entrando no reino do mau moço, a pequenez do protagonista no cenário é marca típica&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de alguma metáfora que ninguém entendeu, nem eu, nem nosso personagem ou seu cachorro. O bom moço não teve sequer a inteligência de notar que o mau moço estava seguindo seus passos; a sonoplastia tensa e poderosa é que dava o clima tenebroso, não a cena em si. Nosso protagonista – não o do filme, percebe – começa a roer a unha de seu dedo-pai-de-todos de tanto nervosismo, mesmo com um enredo no lugar-comum, a música foi capaz de causar-lhe algum medo. O susto está no porvir já, logo ali na dobra do horizonte, joga seu pedaço de unha recém-roído a seu cachorro, que o morde como um brinquedo. Suas cordas vocais tremeram como as de um bebê que pede pelo leite da mamãe, essa, por sua vez, não compreendendo pelo que sua cria chama, puxa-lhe ao colo, bate em concha suavemente nas costas da criança, dá-lhe atenção, brinca, troca as fraldas, alimenta-o – tudo pelo conforto do sangue do seu sangue )que, de fato, é uma falácia, sangue aqui é metáfora de gene, sendo esse a pedra angular do restante(. Seu grito bate violentamente contra os vidros das janelas de sua sala – todas abertas para arejar o ar enfermo – fazendo-lhes tremer. Assim que o susto se acabou e o grito se cessou, decide por assistir filmes outros, como aquele em que a protagonista filha de aristocratas se apaixona pelo pianista da taberna que vive no curral pois um quarto lhe custa por demais. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;)Acredito que não foi dada devida atenção ao que de mais importante aconteceu nesse momento epífano do conto, não cabe a mim agora repeti-lo, por ora, segue a leitura de nosso amigo doente.(&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Já era dia seguinte, dormira lá mesmo, em seu projeto de sofá preto, com a televisão ligada no volume baixo, para que o som servisse como música de ninar. Seus olhos estavam com argueiros já fixados aos cílios, a cera que surgia em sua orelha era mostra de que a sinusite havia sido levada às áreas próximas de cuidado da rinologia. Talvez devesse eu ter deixado o filme, minhas forças pareceram escorrer conforme os sustos vinham. Nós sabemos que o pó é o seu problema, como em qualquer outra crise alérgica, esse é o mor dos males; é desse item trupe que devemos nos livrar – ou melhor, sabemos nós que o que limpa e cura de fato é uma lavagem não só nos cômodos da casa, mas como também nos cômodos do corpo, começando pela alma e passando à carne pecaminosa e suas entranhas. decerto a lavagem espiritual seria a de maior abrangência, pois então! Sua cabeça cutucava o mundo externo com maior raiva, a comparação aqui vale, ponhamos uma criança em uma caixa e a deixe crescer; em questão de pouco tempo o tampo será o limite, enquanto sabemos que não o deve ser. Era almoço e decidiu dar-lhe um presente: dignidade mínima no cardápio, ao menos um escalope de &lt;i style=""&gt;filet&lt;/i&gt; &lt;i style=""&gt;mignon&lt;/i&gt; co molho de laranja, ou então gengibre, para curar-lhe da virose. A única peça bovina que tinha era moída. E de segunda qualidade, daquelas que fazemos comida para o cachorro. Ignorou o fato e refogou o pouco que lhe cabia, adicionou cenouras, ervilhas, milhos e champignons para gostar um gosto – hm... – inédito. Para finalizar, restou na despensa um pote de molho de tomate que serviu como líquido para o prato. Os chefes franceses que cuidem, pois nosso dono-de-casa sabe se virar com nada. Fez uma xícara de arroz, uma salada crocante de alface americana e torradas com molho pronto italiano, um bom vinho do porto de uva ruby acompanhando um jazz com swing latino. A primeira garfada foi dada, a carne estava, seguindo suas palavras, Com gosto de homem, bem genérico assim, sem explicar mais – acredito que não tenha ele provado de fato para saber se o gosto é ou não similar. Não conseguia parar de comer, mesmo com a qualidade sendo das piores, sabia que serviria como remédio, como anestésico para a dor, mais uma e outra garfada o prato estaria limpo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Era hora. Depois de digerido o almoço, a comida já estava – em menos tempo que o normal – batendo-lhe ao reto, chamando o porteiro, pedindo permissão para sair. Foi um relacionamento muito breve, porém intenso entre ele e a carne. Não teve agilidade suficiente para chegar ao estacionamento das comidas-já-digeridas e no sofá mesmo um creme de cor de “carne com gosto de homem” – assim mesmo, bem genérico – se esparramou embosteando toda a sala. Até exagero é capaz de não sê-lo se dizer que o vão da porta de entrada foi coberto por carne digerida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Estava muitíssimo mal, além de com hemicrania colossal, defluxo constante e pirexia de trinta e nove graus Celsius, tinha uma diarréia que não o deixava sair do trono da casa. Com o telefone em seu colo, disca para você, doméstica conhecida – e nada mais – de nosso personagem, pedindo para que viesse limpar, por todo obséquio do mundo, a sala. Você vai já imaginando que nada mais do que alguns centímetros de sujeira estaria em sua frente; lá você repara que a sala por quase completamente, tinha seu piso espacanhado da mais pura diarréia. Você, ao contrário do que pensaria em fazer, está com sua mão a destino da merda, como se estivesse vendo nela um retrato do que sempre procurou; seus dedos nem sequer se mexem para olhar ao redor, estão com uma idéia fixa. Ele está ocupado demais para saber o que se passava no cômodo ao lado, você, contudo, ia à busca daquela nhaca, suas unhas são as primeiras coisas-vivas a tocar toda a bosta, brincam de se misturar e entrelaçar, estão em desarmonia de uma maneira muito atípica.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Você está segurando um tanto considerável de excrementos fecais dele na palma de suas duas mãos, as unhas se deliciaram com o contato inovador e incomum, agora é você que encara toda aquela arte que o intestino humano criou. Você não parece desconfiar conscientemente, mas agora sabe que seu desejo maior é tê-la para si; toda a bosta deve ser só sua. Você sente isso. Você não consegue negar. Os olhos da merda fitam seu rosto como se fizesse um pedido de Por favor, guarde-me, você se sente cada vez mais na carência de tê-la, está desconfiado de qualquer ladrão, quer mostrar ao mundo que agora é seu, porém não quer deixá-la a mostra. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;É agora, não passa desse instante, é a única maneira de só você guardar toda essa bosta. Sim. Você faz isso que imagina agora. Seus braços se dobram para orar a deus por uma prece e seu rosto cai como se acabasse de perder a maior guerra de sua vida. E no encontro do divino vívido e do mundano sinistro, seus dentes brancos se enegrecem com aquela pasta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;)Como sabem, você é um personagem múltiplo, desse raciocínio, perceberemos que alguns personagens você iriam fugir, com toda aquela sujeira nos dentes, para longe, esconder-se e só futuramente pensar em divulgar o segredo ou não. Outro possível final dessa tristeza é você não limpar os dentes e ir ao banheiro dele. – ah, ah! foi isso mesmo que você fez! você anda a passos lentos e vitoriosos e dá-lhe um sorriso dizendo que nada ali caberia em si só, aquilo passaria do limite de sua casa. Afinal, é impossível que excrementos não saiam pelo cu, há vezes, o que vemos é a diarréia.( &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-4757109345259545137?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/4757109345259545137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=4757109345259545137&amp;isPopup=true' title='67 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/4757109345259545137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/4757109345259545137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2008/02/se-nada-se-adjetiva.html' title='_se nada se adjetiva'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>67</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-8227453466518564407</id><published>2008-02-07T14:26:00.000-02:00</published><updated>2008-02-08T11:06:58.508-02:00</updated><title type='text'>_do breu à magia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;)já diria Borges em seu jardim de veredas que se bifurcam; nada melhor para falar do tempo do que não o dizer( &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sussurros silenciosos saltam a seus ouvidos. Era o vento que lhe passava berrando uma taciturnidade mais que atordoante: assustadora; uma panapaná ao longe vazia movimentos disformes que causavam o vendaval calado – a ele, mais do que sonoro, era visível; muito mais que sensível, era palpável; um tornado vinha da direção das borboletas, elas não o preocupavam, a ventania era o que parecia de pior e de mais importante. Sua queda era involuntária, mas sabia que, ao final dela, sua vida seria mais instantânea que a de um hidroxônio. Sua queda. Sua. )por aqui, faz-se presente a insuficiência da linguagem oral( Ele sabia – sim sabia, todos sabem, inclusive você – que há vidas depois da morte. Crêem que já não é a primeira vez que ele cai; os testemunhos já o viram antes, caindo desse mesmo penhasco, um tiro certeiro para aquele lago logo ali embaixo. Morre. Renasce. Remorre. Rerenasce. – uma poesia concreta surgia – E assim durante muito tempo. Dizem que essa será a derradeira queda, uma taciturna e infeliz. Aí está sua razão, leitor. Você caia juntamente a ele. Você o via. Ele não. Você diria que é a primeira vez que caem &lt;st1:personname productid="em dupla. Os" st="on"&gt;em dupla. Os&lt;/st1:personname&gt; anciões do vilarejo mais próximo, em sua sábia esclerose, refutam qualquer idéia de primeirismos ou segundismos. Cansam-se de dizer: você sempre caiu com ele. s-e-m-p-r-e. A verdade já não é uma nesse lugar. Se você dizer o contrário, nada mais coerente será. Voltemos ao fato: ele cai. Por opção. Um panapaná borboleteia ao longe, causando um terrível furacão – ó, quanto exagero! quanto lirismo à toa!, diriam os poetas estadunidenses – uma mescla de barulho – quem diz que o silêncio é ausência de som, é surdo, diriam os velhos – com animalidade e destempero. Confirma a literatura local que borboletas arrevoando ao longe, atrapalhando em seu modo a queda de qualquer aventureiro ou místico, é sinal de apenas uma constatação: o suicida está a elucubrar sobre a vida e sobre seu destino. No caso, neste específico caso de agora – preste atenção no mito local, esse muito lhe diz –, o destino é aquele lago logo aqui. Bem aqui – pois é, o tempo gasto só para esse primeiro parágrafo já o faz aproximar do fim, o lago se aproxima. Ele cai. Você em complacência, acompanha-o.)aos movimentos seus não cabe ao texto aqui explicar. Você muito bem o sabe, não? O que iria eu fazer na mudança de suas ações? Você que diga a si próprio.(&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pois agora já tudo muito bem explicado está. O antes e o depois, contudo, em nada foram tocados. O penhasco do qual ele se jogou era deveras indescritível – como o mundo, digamos. o penhasco era o mundo, porque não? – e reconfortante aos casais que se apertam, ou aos sonolentos que gozam do sono, ou aos solitários que pairam ao horizonte, olhando sabe-se lá para o que exatamente – se lêem o céu, se o modificam, não o sei eu; sei que os dedos dos solitários brincam com o ar como se tocassem liras ou harpas ou violas ou pianos. esperam ouver uma música incompreensível. Sim, o penhasco traz uma visão eterna e infinitudinalmente maior que tudo que é o universo. Dizem os velhos esclerosados do vilarejo que de lá – e só de lá – pode-se ver o que há e o que não há, que de lá se vê o mundo, vê-se o não-mundo, vê-se o mundo-por-vir. Outros, céticos por sua vez, dizem que o mundo, o não-mundo e o mundo-por-vir só são visíveis nas águas do lago. Os poetas – assim como ele, esquecia-me de dizer – só vêem o mundo, o não-mundo e o mundo-por-vir quando penetram surdamente no reino das águas do lago. E só então. Aos lagos, poucas palavras poderia eu dizer, são simples como lagos são aqui no mundo de cá, molhadas, umas translúcidas, outras turvas, umas salobras, outras potáveis, uns lagos profundos, outros rasos. Esse em questão é – dizem – de águas profundas, de um fim que não existe – pois aí está o mundo! –, salobras e turvas, tão quanto o Ness, nada mais justo. Para que, pensa um suicida, saber eu quando me vou ao fim? para que sentir a dor precipitadamente quando sei que a dor será daqui a dois metros? pois essa dúvida, a possibilidade de saber que não sabemos de nada, de sentir o indefinido – como se só existisse isso no universo – é o que nos faz sentir o que chamam de paz. A sensação é incômoda – quem disse que era gostoso? – como é a da insuficiência, entretanto, as flores florescem e o que amofinava deixa de existir, o sentimento de poder ainda vagar e vagar, de poder nadar e nadar, de ter a possibilidade de ter possibilidades. Alguns plebeus testemunhos proferem que o vício do ele em suicidar-se vezes é o de poder sentir-se pacífico – e paz é liberdade, pois então! O corpo dele finalmente corta o lençol d’água da superfície, seus olhos se cerram, seus ouvidos já foram ensurdecidos pelo furacão do panapaná, sua boca nunca será aberta. Com um celeridade típica dos poetas, fica parado, não que isso signifique falta de movimento, por inércia, nada, recortando o caminho de todos os entes aquáticos, seres jamais vistos e inexplicavelmente amigáveis a ele – que passeia e só passeia. Faz um caminho novo, vai ao fundo – o que é “fundo”? um pé que não alcança o chão não sabe o que é fim se não sabe que haverá um, não é isso que dizem os acadêmicos? – ou àquilo que quer chamar de fundo, sente nada molhado, sente um arrepio correndo pelas costas, um fio de “aha! então é assim que se sentem os poetas!”. Um peixe que costumava se chocar com ele não passou nem perto nesse momento – mesmo o animal fazendo o caminho rotineiro de ida às borboletas, observá-las, senti-las )pois os animalejos são poetas também! e pensam e sabem e sambam e dançam sempre que um panapaná cria um redemoinho dessa grandeza( e retornando britanicamente no mesmo horário. Um vôo, ou ainda, um nado pleno, digno de ser o derradeiro dessa vida. Ele cai, sente-se no indefindo, e suspira como se tivesse acabado de ver pássaros voando no céu, como se passassem eles por nuvens, como que querendo chegar ao outro lado. Era um suspiro de proximidade, um suspiro dos que agem igualmente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E você, pergunto eu. E você, que faz, mantenho a pergunta. Sei que não disse a si sobre a lagoa ao lado dessa. De fato, águas translúcidas, vê-se peixes, vê-se o fim. Paradisíaco. Ficou abismado, ein? Esqueceu de acompanhar ele? Não vai penetrar no lago assim como ele? Aquele lago ali é mais amigável, esse que ele pulou amedronta, sim. Um suicida não teme nada, a não ser a vida e o sentimento de vida, por isso escolhe o lago de águas turvas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ok, correto. Fique você em sua decisão, se acompanha os peixes ou se ele. Sinta-se como se estivesse &lt;st1:personname productid="em casa. Vou-me" st="on"&gt;em casa. Vou-me&lt;/st1:personname&gt; cair nessas águas nebulosas e obscuras – já ouço as borboletas dizendo vá, vá, caia, sinta. Mesmo retornando da morte em instantes, nunca mais serei o mesmo. A você, digo que cairei aqui num caminho sem vida e sem retorno. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Adeus!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-8227453466518564407?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/8227453466518564407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=8227453466518564407&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/8227453466518564407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/8227453466518564407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2008/02/do-breu-magia_07.html' title='_do breu à magia'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-733510255928202289</id><published>2008-01-28T08:52:00.000-02:00</published><updated>2008-01-28T11:37:14.754-02:00</updated><title type='text'>_o definido, o reflexo e o objeto</title><content type='html'>_hereditariedade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai dizia que somos, os homens, como ondas no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que nós não passamos de cristas de ondas do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando era pequeno, achava que éramos crateras da Lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu filho, diz que somos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;)pessoas, leiam o texto abaixo, esse daqui foi só uma brincadeira...(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título anterior, _a história por Tertuliano Máximo Afonso, era falso e não condizia com a idéia original de Tertuliano Máximo Afonso, sentei-me ao lado dele para conversarmos um pouco sobre os S.C., cheguei à conclusão de que o título não era conveniente. Tertuliano Máximo Afonso nem sequer me pediu que alterasse, simplesmente o fiz por saber que ele é daqueles que não fala muito com você - ele fala e você escuta o que acha que é pra você. A alteração se fez necessária e agora uma explicação se pareceu ainda mais necessária. O título atual, _o homem que nunca haveria de ser duplicado, é uma referência ao livro do Saramago - ele, ele, sempre ele! - , _o homem duplicado, que esou lendo. Creio que o final do livro dele seja algo coerente com o que está sendo...ops...alterei o título novamente, o atual, _o definido, o reflexo e o objeto, traz consigo o livro do Saramago, e mais além, traz uma gradação - ou graduação? - indiscutível que o texto trabalha. Pois vejam vocês: nada é como aquilo que já se viu e vivemos como uma onda no mar, já diria Lulu Santos, e somos, nós, as ondas. Mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ei-lo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela casa logo ali, essa mesma na qual vossos olhos decidem repousar - não lho é engraçado? quase um ponto de apoio de seus olhos -, é naquela, justamente, essa aqui, que mora a família S. C., uma das mais filhosas e primosas que essa cidade já viu, decerto a seria, afinal já há algumas gerações em períodos pré-feudais ou até mesmo pré-romanos - os mais estudiosos não remontam tempos alguns -, o patriarca primordial, o Sursum Corda - daí o nome da família, se bem pôde notar, ao menos é o que alguns o dizem -, era algo próximo ao que tu, leitor, tens de Gêngis Khan: um puto pai, ou ainda, para melhor descrevê-lo e com palavras de menor pejorativação, um profissão procriador. Ao todo, estima-se que a cada tribo culturalmente diversa da última conquistada - ou simplesmente visitada -, nosso Khan queria pôr-se ao eterno procriando-se feito um animal - pois então! -, para tanto, não admitia, contudo, dois filhos em mesma tribo ou mesmo clã ou mesmo Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o leitor que bem lê não se contenta com apenas uma constatação e cá lha vai - e os incrédulos céticos que decidam por não ler se assim lhos convier -: Sursum Corda, assim como Gêngis Khan, foi amaldiçoado pelo deus de maior poderança e maior liderança que havia; Guredaant: certa vez, conta-mo a lenda, Sursum Corda fez um pacto com Guredaant que, em troca de sua proteção e sua iluminação, Sursum Corda não poderia nunca procriar-se duplamente em uma mesma cidade tampouco poderia acompanhar seus filhos, caso o fizesse, haveria a promessa de fim do - estes que vos chamais - Mundos, ou, mais precisamente aos pragmáticos, realidades - apesar de mo ser mais amigável e correto chamá-las verdades -, promessa que nada os deuses fariam para cumprí-la, seriam os autores os próprios da família. Uma vez vistos um contra o outro, o embate seria de magnitude inimaginável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomeço esse parágrafo parafraseando o anterior: pois então como hoje, precisamente nesse momento, enquanto vos falo da história dessa família, naquela casa logo aqui há toda a família unida sem haver nem sequer um terremoto ou um indício de fim do mundo? pois aguardem até o fim. Indiginado com sua sina e com seu infeliz ilimitado poder de liderança, Sursum Corda, em uma das tribos que procriava com o intuito único de manter-se ab aeternum, descobriu um deus, Acason, dos deuses, o mais metafísico - não estranheis, leitores, na época em questão, todos prumavam ao destino sobrenatural -, e a ele implorou favores e favores, pedia paz no mundo todo - mentira! orava por paz entre seus filhos, queria era seu bem mantido. Acason, o deus da certeza, podia dar-se ao luxo de quebrar os paradigmas divinos e conceder-lha a dádiva sem amaldiçoá-lo como forma de pagamento, não o fez, como bem o sabem. Desta vez, Sursum Corda e todos seus filhos perderiam a visão, mas não simplesmente cegados seriam, e sim sem olhos ou globos oculares, como quisereis, em seu lugar, passariam a ter um dispositivo divino que traria à visão dos S. C. o mundo todo falseado - do jeito que o é, decerto, porém copiado à mão pelo poder divino, ainda sim o faz uma cópia, e distorcida. Hoje podeis chamar de realidade virtual, apesar de o termo não se correlacionar plenamente ao fato. Ao lugar de verem-se uns aos outros, vêem-se uns os retratos dos outros, uma tradução divina que não é nada como a realidade em si. Felicitações aos S.C., olham-se, mas não se vêem: ao menos algo lhes é digno!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o que lhos digo é justamente isso: nesta casa ali que está em nossa frente moram os S. C., os herdeiros diretos de Sursum Corda, como sabe-lo eu? pois é de lá que saem os pseudo-cegos que rondam este mundo, que sabem ver o mundo de um jeito que os de cá não conseguem ver: em coisas banais, tais quais debates políticos em sua televisão, vêm algo que nunca nos imaginaria ver; mundos belos e justos em todos os discursos, vêem mentiras, pieguices, não crêem nos que lhes foi dito. Claro deve ser posto que os mundos a cada um representados pelos deuses são diferentes, como não os poderia? e que cada crítica, cada palavra que lhes saltam da boca são - e naturalmente as deveriam ser - diferentes e díspares. E únicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como esperado, os S.C. tomam para si os poderes de persuasão de todos a sua volta. Houve tempos, quando ainda estavam dispersos e longes um do outro, que eram eles os reis, os déspotas, os maiorais - e mais morais - dos povos que lhes seguiam. Em realidade, não eram reis, eram mais e não o eram em sincronia. Quando os reis governavam, os S.C. governavam os reis, ditando-lhes ações, assim faziam também com todo o resto de seus próximos, as regiões, microespaciais, eram-lhes; por fins historiográficos, definiu-se como poderosos os Luises XIV, as Elizabeths I, os Joãos e Manueis, os Sebastiãos, os Carlos Magnos - afinal, sabe-se que a história é a estória dos vencedores, e os S.C. não teriam porque razão exiberem-se a ponto de mostrar sua maldição ao todo eterno que a história proporciona; dão-se como vencidos quando em verdade são os vencedores. Pois então seria pleonasmático dizer eu que toda a população mundial segue os ditames dos S.C.? disparate o seria, claro o é. Não é humanamente possível - e os S.C. até segunda ordem são considerados meros humanos amaldiçoados - governar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;todo&lt;/span&gt; e qualquer movimento ou decisão dos humanos, conhece-se que somos ariscos, não gostamos de ser guiados e cegamente dirigidos, temos ao fundo um sabor de revolta - por isso digo que todo homem é por excelência anarquista - que impede o total controle dos S.C. sobre nós. São eles, deveras, os guias, mas nós que ditamos os detalhes - ou creis tu que Nixon e todo o caso Watergate teria sido tramado pelos S.C.? decerto o caso foi de desvio indubitável e de egoísmo pleno: os homens precisam dos S.C., sua existência é modelo. Quem a eles seguir nenhum problema terá, será, como pequena desvantagem, um submisso com conforto para o eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria chover no molhado, ainda, se dissesse eu que esses S.C. nada mais são do que cópias melhoradas, ou ainda, cópias atualizadas de Sursum Corda e de seus filhos? creio que não o disse previamente; a maior felicidade e orgulho dos S.C. é o progenitor, o patriarca de toda essa geração, a ele devem muito. Graças a isso, portanto, sua conduta sócio-política é-de se esperar que não tenha variado muito. Erra-se aí o descuidado, os tempos mudaram nesse século passado. Poderes políticos democráticos, avanços tecnológicos, a voz dos mudos; os S.C. tiveram a obrigação de alterar as suas formas de poder, sabiam que se não o fizesse perderiam a liderança e gradualmente perdoavam os que antigamente seriam dados como assassinos, assassinavam os que eram tidos como pacificadores, acariciavam os bolcheviques, beijavam os clássicos, glorificavam Henry Ford. Até que hoje mantem seu poder, de fato alterado, sob formas várias. É de se espererar, outrossim, que a família S.C. tenha crescido consideravelmente; se já a era enorme, hoje é ainda mais populosa - a maior que já houve!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparai, estais prontos?! Lá vêm eles! Finalmente sairão, verieis essa espécie underground de que tanto falo! Lá vai, vem o primeiro )...minutos, horas quiçá, passaram-se até que o último integrante da família S.C. saisse,...(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa! Posso jurar que vi com esse olhos que meus me são que havia um de vós lá, não! Olha bem, repara, há você, e você também! Quanta semelhança! deus que me é! Todos vocês lá estão!! São sósias, definitivamente! Quanta maravilha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[A voz que não é de pessoa alguma]: )Num instante de loucura, o narrador olha para trás para comparar e comprovar a semelhança feia de tão grande que havia entre seus leitores e alguns dos S.C.. Agora está ele perplexo, olhando para o sul, nota-se sozinho - mas jura poder ouvir vozes que repetem as suas, um eco em timbres e tons diversos. Fecha os olhos como que buscando fugir do momento de negação pelo qual passou. Ao abrí-los, percebe: ele está entre - e é um - S.C.. Sozinho e rodeados de outros parentes, decide rumar para seja lá onde...(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;)...pois agora, ao cabo do conto, esse o é levado, arrastado e chutado pela plêiade da família S.C., que anda para o nada.(&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-733510255928202289?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/733510255928202289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=733510255928202289&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/733510255928202289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/733510255928202289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2008/01/histria-por-tertuliano-mximo-afonso.html' title='_o definido, o reflexo e o objeto'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-6010656044261541632</id><published>2007-12-08T19:26:00.000-02:00</published><updated>2007-12-08T19:32:44.225-02:00</updated><title type='text'>_quandonde fora ou dois passos depois do depois</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Mas e se eu não der?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Inclinando seu dorso ao sul, seus pés, imóveis e medrosos não davam sinais de vida, toda vivacidade tinha-se esvaído e seus olhos tremulavam esbranquiçando a sala escura a qual estava defronte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Chegara do trabalho, como de costume, após alguns minutos de passeio pela Paulista; sentou-se ao lado dos pombos do vão do Masp, arrulhando falatórios&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;dos transeuntes, e não é que sua mulher hoje estava de mãos dadas com seu subordinado?, gemendo as raras migalhas de pão, os chutes ao léu. Avistava o centro paulista, entorpecido e incólume dos tiros de impassibilidade ou malfazejos in-olhares; estava completamente &lt;i style=""&gt;parte &lt;/i&gt;do caos paulistano – não como agente, mas como objeto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Seus olhos se cerraram por vontade própria, calando qualquer força de vontade ou anseio em tê-los abertos; nada errado. Passara a ouvir o os vôos dos aviões distantes que desciam a Congonhas; decidira prestar atenção à maré do Pinheiros; ver – apenas com o poder de seus ouvidos – aquele acidente na Marginal: ok, menos metafísica, corpo, não somos magos, somos paulistanos! Podemos ouvir, pois não, a turba insossa... pedido aceito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Um chiado inconstante – uma arte inoportuna e concreta – fazia um intraduzivelmente choque de percepções; o sentido do absurdo era, por si só, ridículo! Quando que tanta criatividade culminaria em tanta desordem? Só aqui mesmo, justo aqui dentro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Passara a gostar do estudo do &lt;i style=""&gt;nada&lt;/i&gt; e o todo aparentemente esbanjava inexistência – sabe? ondas destrutivas – enquanto que, de súbito, aqueles mesmos olhos que haviam se fechado decidem por observar a bruaá que perturbava os ouvidos, as células sensíveis da pele, o paladar, o olfato – que não tinha – e o sexto sentido. Argh!! Quanta falta de força sobre mim mesmo eu tenho!! Seus olhos pararam, avistaram, ao longe – bem longe mesmo – um transeunte sensivelmente miúdo olhando para sua direção – não exatamente – e acariciando o ar, movimentando seus dedos como se fosse esquizofrênico. Hoje, no mundo, o que não é esquizofrênico é errado. Seus olhos cegaram-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ora, pois finalmente, &lt;i style=""&gt;a posteriori &lt;/i&gt;de tanta inabilidade, comanda seus pés – steps taken back and forward – a caminho de sua casa. Vamos ao começo de tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;(Seu apartamento, otimamente localizado, com vista para tudo que lhe interessava, próximo ao trabalho, da Paulista, do Jabaquara, da Emílio Matarazzo e do Horto Florestal, era típico de um solteiro de vinte oito anos descolado, móveis de antiquários na sala de jantar – herdados pela avó – na sala de TV, uma fullHD, 1028p, &lt;st1:metricconverter productid="49 polegadas" st="on"&gt;49 polegadas&lt;/st1:metricconverter&gt; com transformador digital embutido, na cozinha, uma pilha de panelas, pratos, copos e talheres na pia; Quando eu precisar, eu limpo o que preciso; no banheiro, gotas se espalham; uma toalha abarrotada – ainda parece tão criança – e um sabonete do mês passado fazem jus ao estereótipo de macho: sujo e insuficiente.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;O molho de chaves que um dia foi motivo de minutos fora de casa só para descobrir &lt;i style=""&gt;qual&lt;/i&gt; era a correta já não intimida: é aquela com a cabeça quadrada arredondada. O elevador estava, como de costume, no térreo e ele – morava no quarto andar – que costumava subir pelas escadas decidiu mudar hoje e ir de elevador. A porta nunca pareceu tão leve, tão facilmente acessível. O espelho refletia seu olhar seriamente alegre, hígido e penetrante; ficou se encarando, como que Saia daí, não quero você na minha frente, não há ninguém nunca na minha frente – sim, era um executivo, competitivo ao extremo. Como já rotina, seu rosto tornou-se para a direita, seu dedo apartou não o quarto andar, mas o décimo terceiro, a cobertura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;A musiqueta que preenchia o cubículo era uma versão &lt;st1:personname productid="em Bossa Nova" st="on"&gt;em Bossa  Nova&lt;/st1:personname&gt; de As Tears Go By, deliciosamente brasileiro-saxônica entoando “smiley faces I can see, but not from me”...não sabia que o elevador era tão lento, o CD que tocava já havia dado voltas, extrapolo na medida, mas sim, o décimo terceiro andar parecia longe demais e vertiginosamente acima do aceito para um acrofóbico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Estagnou&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Bruscamente, o que parecia quase parado, acelerou de forma tal que e voltou, como se uma criança em &lt;i style=""&gt;fort das&lt;/i&gt; jogasse a chupeta ao longe só para tê-la trazida pela mãe. Seu coração nem uma extra-sístole apresentou, continuou o mesmo ritmo de costume, seus olhos, fitando-os a si próprios contra o espelho, amedrontaram-se – e não ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;A falta de sentimento o assustara. O elevador estava já silencioso e retomando o padrão, e justamente nesse momento é que o grito dele sai, acovardado e sincero. Silencioso. Seus lábios se distanciam, um fio de saliva os une, suas cordas vocais tremem quando tocados pelo pulmão expulsando todo ar que consegue, um estrondo que fica todo ele preso naquela fina fita de baba. É notória a freqüência destruidora que assola a cola dos lábios. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Pum&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Finalmente o décimo terceiro andar chega.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Um hall belíssimo, o mármore que compunha a mesa segurava um vaso chinês todo remendado – infantilmente – como se uma criança tivesse jogado sua chupeta com força tal que, com um sutil toque, puxasse o chão ao recipiente, estardalhando-o e fazendo com que seu irmão mais jovem de apenas seis anos sentisse na necessidade de arrumá-lo. E a culpa recai sobre o pequeno. Vaso podre, de fato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;A luminária do teto, toda em cristal, resplandecia o sol que estava lá fora – ah! lá fora... como deve estar delicioso o verão! – e quase cegava o pobre morador do quarto andar. Não mereço morar no quarenta e quatro, aqui é o meu lugar! Um ap. por andar!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;A porta do elevador fechou-se e este desceu para o térreo enquanto ele apreciava toda a pompa da cobertura. Seus dedos, naturalmente, socam o botão, chamando pelo elevador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Demorava em excesso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Queria visitar o ap., quem sabe comprá-lo num futuro. )se estava você, leitor, pensando que a porta misteriosamente abriria, saiba que o único sobrenaturalismo aqui está no próprio personagem( Posta-se contra a capainha, seus dedos, vergonhosos, empurram o botão vagarosamente e sem muita demora; aguardam uma resposta de dentro. Seu cérebro sente-se cara-de-pau, mas mesmo assim aguarda que venham atendê-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A porta se abre lentamente, um breu lá dentro o sufoca. Tenta bisbilhotar, xeretar, que seja, queria poder ver através da madeira, conhecer o felizardo morador. Ao meio do caminho, a porta acelera seu movimento e completa sua abertura numa só patada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;.. .. ..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Era ele mesmo que atendia a si próprio! Seus olhos se esbugalharam, imóveis, seus membros tentam, a todo modo, buscar a calma, ou a raiva, ou o medo, ou a covardia. E nada muda. Posta-se chocado contra sua imagem lá dentro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Seu rosto alvo era o mesmo de si no lado de dentro do apartamento. Suspeitou ser alvo de alguma eutrapelia ou alguma jocosidade infantil; um espelho, Um espelho!, só pode ser...Piscando sutilmente, seu olho direito brinca com sua imagem, apostando corrida, quem será o mais rápido? Confirmada a teoria. Era um espelho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;)É engraçado...para ele, passado o susto, o movimento de sua mão esquerda para reacender a luz do corredor não era sentida quando essa saia de seu campo de visão no espelho. Só sabia o que existia aquilo que era mostrado no espelho – sua percepção está enquadrada nos moldes daquele pedaço de vidro.(&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Aguardou alguns instantes para o pirralho sair e deixar que ele entre no recinto. Seus pêlos já começaram a relaxar, expeliam menos sudorese, estavam conscientes da situação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Nada do moleque aparecer atrás do espelho com aquele sorriso de filho-da-puta ou de pirralho mesmo, daqueles sacis malditos. Ao decidirem por tocar a campainha novamente, seus dedos demoram a soltar o interruptor, o barulho era sua intenção; queria aproveitar seu tempo, afinal!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Cinco minutos rodados em seu relógio. E nada. Iradas, suas pernas, sem pedirem álibi do restante do corpo, chutam violentamente o espelho para quebrá-lo – ou será que quem chutou não foram suas pernas, mas ele mesmo? – e conseguem depois de algumas provas de sua virilidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A sala que estava atrás do espelho era visivelmente bruna, só se via o preto reluzindo no nada que havia lá dentro. Não havia vida lá dentro. Só ele em sua futuridade ou em seu pensamento. Queria, seu pé esquerdo, dar o primeiro passo, mas não conseguia. Ele não deixava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“Mas e se eu não der?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Inclinando seu dorso ao sul, seus pés, imóveis e medrosos não davam sinais de vida, toda vivacidade tinha-se esvaído e seus olhos tremulavam esbranquiçando a sala escura a qual estava defronte.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Os poetas confrontariam o mármore do hall com o nada do apartamento. Mas ele não; ficou espreitando, atônito, o quarto, esperando para ver o que se procedia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A porta, as janelas, os armários – não se sabe se havia, mas os ouvia – mexiam-se ao sabor do vento que adentrava com o corredor de ar. Não era o apartamento que se mexia, eram suas extremidades; era a naturalidade que causava alvoroço, e não a humanidade que deveria haver em uma casa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Encorajou-se, decidiu dar um passo para dentro, e observar seu adentro: olhar para o interior sempre é o mais difícil, metaforicamente ou não; imaginem na escuridão presente!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Conseguiu; seu temor não era mais problema. Entrou, dolorosamente, mas entrou. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;)Sabem quando sonhamos que estamos caindo de um penhasco e acordamos em nossas camas?(&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Barulhos, gritarias, uivos, farfalhadas, choros. Um turbilhão de sons assustadores adentrava aos ouvidos dele, martelando seu cérebro, danificando sua audição. ... o silêncio – foi a primeira coisa que existiu – reinou; ensurdecera. Cego, surdo, inolfatente. Sua mão e sua boca. Era o que lhe sobrara.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Andava descontroladamente procurando a saída, chutava o chão – e nem isso havia de fato – e buscava tocar a parede. O apartamento era vazio suficientemente para não haver nada num raio de bons metros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Estava assustadíssimo, não sabia para onde ir, não poderia sair dali sem ajuda. Queria chorar. Forçava suas lágrimas a cair: seu choro foi na medida certa, deixou-se liberto flutuando no nada. Alagou a região próxima a si, deixando que sua juventude transbordasse naquele mundo tão aterrador e terrível – nefando! – e sentiu-se um bebê.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;E como um bebê levantou, engatinhou pelo quarto, como se buscando sua mãe. Só sentia a si mesmo, o chão era etéreo e não concreto, seu pranto derramado congelava antes de encostarem-se a suas maças do rosto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Socou o ar. Sorriu o nada. Gracejou consigo. Chorou a falta de tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Seu bel-prazer era tanto, sua força era tanta que explodiu sua cabeça espalhando-se ao apartamento. Passou a se concretizar uma vida estranha no quarto – ele não via, não ouvia, tampouco tateava, só sabia de sua existência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Voltou a engatinhar, sentia o mundo concretizando-se, sem vê-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Passado o passeio, sentiu um leve pontapé em sua mão, sabia que estava com alguém e que esse passou a vigiá-lo desde alguns parágrafos. Subiu seu olhar – só instintivamente, não via naquele breu – e, como mágica, viu o olho de seu anjo, encarando-o seriamente, eram olhos de vidro, transparentes, em fato, via-se através dos olhos, via a alma. Sorriu como quem nada quer. Sabia quem era.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Sentiu tudo que estava exposto naquele imo, sem medo, participou, dividiu experiências e sensações, criaram um elo de modo tal que o mundo não mais existia em suas voltas, só havia vida ali. O quarto passou de existir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A cegueira mantinha-se, o sorriso ingênuo e a sensação de gozo só foram banidas quando, no devido momento, no instante necessário da parada, só havia ele, o elo acabou, não mais era necessário. Seu anjo havia se esvaído, estava abandonado novamente no quarto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Os olhos cerrados na instintividade se abriram. Estava em casa e assaz leve – o bastante. Queria provar ao mundo que não ficaria reprimido ou incondicionalmente súdito – nem de ninguém, nem da linguagem, nem de si próprio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Em dois instantes, foi para a sacada e se jogou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;)Já notaram como o mundo é possessivo? No fim de tudo, o que era dele? Ele mesmo. O que era de seus sentimentos? Os sentimentos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em realidade, nada disso aconteceu. E o que aconteceu, não consegui escrever. A infelicidade do escritor é ser sempre verdadeiro. A mágica do conto está quando se lê de olhos fechados.(&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-6010656044261541632?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/6010656044261541632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=6010656044261541632&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/6010656044261541632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/6010656044261541632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2007/12/quandonde-fora-ou-dois-passos-depois-do.html' title='_quandonde fora ou dois passos depois do depois'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-2538597103318539763</id><published>2007-11-08T23:25:00.000-02:00</published><updated>2007-11-09T07:53:29.317-02:00</updated><title type='text'>_culinária retropofágica</title><content type='html'>)esse post é teu(.)(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei de escrever sobre mosquitos, relógio, salas borgianas. Cansei de escrever com a cegueira de Saramago, com a nitidez de Machado e com palavras que nada significam, senão tudo. Cansei de falar de sexo e ser incompreendido - isso sem tocar no ódio que criei aos porcos que não se identificam e à ignorância de algumas mariposas e a astúcia de uMA única )pois ser mais claro nisso é pedir a carta violeta e puxar o gatilho(. Cansei de me sentir culpado por não escrever Ricardo da maneira certo - não sei e ponto! - assim como me cansei de servir de aquário: pasmem, o vidro quebrou e o peixe agora está se contorcendo ao seu pé - mas mesmo assim, N-A-D-A. Cansei de esperar por um risco na parede...aí o vai: |||&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  L&lt;/span&gt;  |||&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verme, tu, vamos! É liberdade, também, fechar-te e ver a escuridão - fica com ela, não quero vê-la, guarda; lembra que um dia esse breu não mais se conterá no cubículo de tua mente e aflorará, não tema pelo pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verme, verme. Roa - nem isso será que consegues fazer? será que, teus dentes, foram-lhes arrancados na infância? Viva, coma, reproduze-te - é difícil pedir wits quando só o que se têm no mundo são drogas, drogas, drogas e um pouco de conhecimento )argh, que nojo!(.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;)Ôpa, a vida é uma realidade que inexiste.(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, admito: sou um hipócrita. Um verme de quinta categoria: rôo, algo, drogo-me a cada mordida. Sabei, um pedaço, pequeno que valha infinitude da possibilidade, é o pecado, o primeiro que se rói é pior que a tragada de um cachimbo divino - minto, cada fatia de carne que mastigo se conclui com um pouco de LSD. Putos que sois. )sabei que de dia sou tão verme quanto vos e que à noite existe como um vôo na brisa, não? pois relembrai.( Puto que sou. Sempre que a noite chega - maledeta, mantém sua perseguição? não cansa? - e minha viagem pelas estrelas se inicia, vejo, ao fundo, no Orizonte, logo ao fim do túnel - vede, agora? se não, nunca mais o vereis - um pássaro estranho, amorfo - morfético - e branco. A cada segundo que passa no relógio, sinto-me que me aproximo - ou que se aproxima, tantufas - de sua existência. Com a experiência dos anos, aprendi que - atarantai-vos - só podia sair desse nefando túnel, só notava o fim do Orizonte quando todo o vermelho da alvura daquilo evaporasse. Creio em coincidências; sempre que o pássaro caia ao chão, a manhã estava nascida, e àquela carne, repudiosa, assassina, queria distância - era meu prato predileto esse pássaro, porém comer minha própria vítima me é retropofágico em demasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me desconcentrai! Vós, alimentados por pílulas vitamínicas e comprimidos de sa)pis(is)ência( minerais, ignoram o instinto selvagem: libertai, comai da carne sem rancor, pois dessa é que surge todo o saber - credes n'índios ou n'outros? - e toda liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já dito, é o mundo dos vícios e das drogas, drogas, drogas e do conhecimento. Quero o mundo meu. E quero teu mundo para ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;)o não é um sim com nome outro e repercussão única. Algo muda?(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aja, verme, como quiseres. Saiba que isso que te alimenta é, por demais, o pior de todos os sóis: cega e esquenta, agita e guia. Puto. Prefiro minha carne - e que roa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-2538597103318539763?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/2538597103318539763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=2538597103318539763&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/2538597103318539763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/2538597103318539763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2007/11/culinria-retropofgica.html' title='_culinária retropofágica'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-5838101004611007942</id><published>2007-10-26T00:02:00.000-02:00</published><updated>2007-10-27T02:42:55.263-02:00</updated><title type='text'>_aos porcos</title><content type='html'>Então...aqui eu mudo um pequeno detalhe...mudo em partes, não o faço por completo porque a Giu já comentou sobre a borboleta, mas leiam mariposa em seu lugar, por favor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um garotinho de dois anos de idade. Ele ficou incrivelmente feliz, quando de uma (h)ora para outra (h)ora, sua mãe pisou em seu hamstersinho até que dele saissem toda vida. Ah não, a felicidade era em saber que a dois passos dali voava uma borboleta violeta e azul, e que aquilo sim era mágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, vos fala o menino, filho dessa borboleta e ranhento às insuficiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-X-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, que texto, não?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-5838101004611007942?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/5838101004611007942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=5838101004611007942&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/5838101004611007942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/5838101004611007942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2007/10/aos-porcos.html' title='_aos porcos'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-5602424873005109256</id><published>2007-10-20T19:44:00.000-02:00</published><updated>2007-10-20T19:45:14.575-02:00</updated><title type='text'>_amor a partir de D.C.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Aos bem-aventurados, esse narrador é um pobre coitado que pouco fala...é o contrário do discurso indireto livre, é o discurso direto livre...é o narrador que se intromete do nada, e não o personagem. Cuidado!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Aliás, está pesado, sujo e saibam que o sexo aqui não é o sexo daí. Nada mais é tão carinhoso quanto uma transa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Para fazer esse texto, tive 3 musas inspiradoras, uma história basal e NADA do que escrevi se relaciona com as musas tampouco com a história. É apenas o agradecimento e a redenção que precisavam sair de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-X-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo já sabia; era ela quem tocaria o telefone, era ela quem perguntaria sobre meu dia, sobre o trabalho, eu serviria notícias e ela pagaria com telefonemas no dia seguinte. Presentava eu e mais nenhuma alma viva, era apenas eu. Nem sequer um mosquito, era o auge da agitação que eu conseguiria sozinho: aquela sala vazia, cheia da mais pura presença minha, e assim é que gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia dois lugares no sofá preto, um era cativo meu. Outro era quiçá de uma ou outra garota com quem decidisse transar na noite anterior, nunca mais do que uma trepa, uma foda e logo estaria vazio novamente; odiava ter de dividir minha sala com pessoas potencialmente putinhas minhas, era como se fosse eu um vulgar, fosse eu um hipócrita, não queria aparentar um aproveitador, desejava ter bucetas ao meu dispor e não ter de acariciá-las na manhã seguinte, ou melhor, não gostava da idéia de acariciar o que usaria como instrumento de prazer e de raiva. Era um utilitarista. Quase um pragmático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, assim como no dia anterior e durante toda a semana passada, ela me ligava no cume do momento &lt;i&gt;meu&lt;/i&gt; e atrapalhava toda a concentração. Hoje - e lá tocava D.C. novamente - sua voz foi diferente: vou-me já para sua casa, em cinco minutos chego )morava a menos de cinco minutos, estava mentindo, certamente, para passar na farmácia comprar camisinhas(, prepare-se. Como poderia ficar tão excitado em tão pouco tempo? Aquela gostosa em quem ninguém podia encostar um dedo sequer estava a cinco minutos de aparecer e se entregar para o papai aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez decido organizar minha sala antes de um foda, essa era uma ocasião inusitada, não se recordava de nenhuma vez em que teve tempo para arrumar sua vida sexual com tanto tempo de sobra! Era um cômodo teoricamente morto, uma televisão podia ser vista à direita de quem entra e diametralmente oposta a ela, um espelho que decorava um tanto a podridão que o conjunto postava. O sofá preto de couro sintético estava entre ambas e causava um impacto entre o que os poetas representariam como a união da cópia e do todo - gregarizações duvidosas aos orgasmos que se passavam tão grosseiramente na sala. Acima do batente da porta de entrada havia um crânio de boi que ganhei do meu velho...pra atrair boas energias...demorei até os dezesseis pra saber que são boas energias. Havia ainda a sacada, aquele lugar das preliminares, onde tudo que odiava se passava - por morar na cobertura no vigésimo segundo andar de um prédio isolado verticalmente, por ser o único com tantos andares na vizinhança, ninguém de fato poderia interromper a dança de acasalamento - o gozo e o prazer só aparecem na penetração, porque as mulheres gostam tanto de nos testar se mesmo sendo eu um romântico dos Anjos - desculpe, era impossível negar a brincadeira com o nome do poeta - sempre acabo no dia seguinte esperando acordar sozinho.&lt;br /&gt;Hoje arrumou a sala de uma nova disposição: o espelho ficou atrás da televisão e o sofá foi encostado na parede, dando espaço para a mesa de centro com um arranjo de rosas artificiais tão bem feitas que podem ser alvo de chutes que mesmo assim as pétalas parecerão feitas de celulose e cheias de verdura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;)Na real, até então naquele recinto que exala sensualidade só entravam varões e minhas putas. Nada mais. Testosterona reinava sobre o sêmen que impregnava partes esparsas daquele que era meu rosto à sociedade e duas lágrimas feminino já eram o suficiente para expulsar qualquer tentativa de homossexualidade em minha casa.(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me dela numa de suas ligações dizendo que se deve conquistar uma mulher aquecendo o conhaque na vela acessa...puta que a pariu...abre as pernas logo e vamos à manhã seguinte...&lt;br /&gt;declamava tão poeticamente que sentia uma flechada na parte direita do peito, um toque de poesia antes de um encontro desses é sempre bom como média - se bem que...que falsidade e quanta hipocrisia, só queremos uma trep...! Batem endoidecidamente a porta, com tanta intensidade que se abre como se um fantasma girasse a maçaneta, a brisa passa a tomar conta do corredor que se criou entre o mundo lá de fora e sua casa: quase como os podres e malditos cineastas produzem sua protagonista, D. se postou lá, na entrada de sua casa, cabelos ao vento, louros e macios como sempre foram, levantava suavemente seu rosto, unicamente para manter um ar de suspense que só me dava ainda mais tesão...boa noite, querido. - pronto! tô dentro!&lt;br /&gt;Vem me cumprimentar, sobe os dois degraus que separam o hall de entrada do corredor inicial como se estivesse em uma passarela a desfilar. Não é que aquela gostosa veio mesmo!! Inacreditável!! Sempre imaginem ela tão fora da minha, aparentava sorrir falsamente para cada ladainha que saia da minha boca...mas, caralho, ela tá dentro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia andar em câmera lenta, mas finalmente chegou aos colo dele. Seus braços o abraçavam de modo reconfortante, passava-os pelas axilas e seguia seu passeio com as mãos a caminho de seus ombros, não existe abraço tão confortável quanto esse, verdadeiramente. E ele? Gostosa...vem pro papai que essa noite vai ser inesquecível!&lt;br /&gt;)pois de já a depois, tomarei conta eu, o narrador em ofício, o outro estará ocupado por demais, deixemos.(&lt;br /&gt;Suas mãos enormes puxavam alguns fios de cabelo que desrespeitavam o penteado para trás, buscando dominá-la. Sem hesitação, e sem exitação, pois também. Ela afasta seu corpo do pecado e notava-se uma proximidade inexplicável entre os dois ainda assim; um rosto de medo e outro de compaixão e simpatia, um de virilidade outro de feminilidade, um olhar cego e outro iluminador. Malditas antíteses que existem, aqui seria demais se deixassem de aparecer?&lt;br /&gt;Vim aqui porque estava tão sozinha em casa...quero sua companhia...e não só ela, posso tê-la? Pode ter-me todo, diz-me o que quer que te faças, faço o que pedir. Quero ir à sacada, que tal?! )estamos dentro!( Pois demora a pedir, vamos afinal!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite estava escura como é resultado natural de uma lua crescente ainda nova e de nuvens densas e ventosas de inverno. As palavras que saiam de ambas as bocas aparentavam tocar-se no éter entre os dois, pareciam acasalar-se, previamente ao que aconteceria posteriormente. Chocavam-se sem se tocar, chocavam-se pois os sons intensos dela pareciam opostas aos dele, frias e sem emoção. Gradualmente, cada "querido" e cada toque que os dois trocavam não era a matéria que se enrijecia, era o que ambos tinham: absolutamente nada além de um coleguismo rudimentar. Dessa vez seu passar de dedos atiçava todos os pêlos do braço dele, não por prazer, ainda não sabia o que lhe ocorria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Terminei com meu namorado. Sinto-me um cachorro. Meus pais acham que sou insuficientemente boa para eles. Estou confuso com que quero de minha vida. Minha última transa foi há três meses, estou sedento. Quero ser escritor. Eu também. Quero ser ativo. Quero colo. Eram dois rostos na mesma sintonia, eram dois olhos que conversavam sem intermediação da voz, eram carinhos que se bastavam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Uma conversa que durou boas três horas. Tá no ponto, ao ataque. Inclinou seu rosto levemente para frente, esperando para ver se havia resposta dela, e não houve. Avançou um pouco mais. Ela desvia o olhar, repara a paisagem, espera ela retomar sua posição de origem e vai atacá-la, e o faz. Um lábio encosta o outro, as salivas se misturam grosseiramente, o abraço se torna mais quente, uma bunda é um começo apropriado para se adentrar.. vão ao sofá preto rapidamente, esperando pelo prazer, ele se torna um insensível, derruba as rosas e partem para o que interessa...ôpa...não é que tocam justamente nesse momento a campainha de modo frenético? Ele sai correndo e chega, nota, é Ela, com cara de prenha, com olhar de vontade sexual, de quem está na seca há pelo menos seis meses, voltava de um curso que fez na Arábia Saudita, estava há sete meses sem, saber o que era prazer. Ele, sem ações, é beijado e responde de pronto, aquilo sim era selvageria.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Era o que ambos queriam. Os dois se fodem sem o menor pudor, a vagina, já arrombada , não é problema algum para o já fadigado pinto dele. Mas...e a outra? Quero dizer, e a primeira? perde-se para a outra e se torna a outra? Sem explicação? Sem nada? Sem beijo nem vela? Duas lágrimas caem de seus olhos, lágrimas essas que nunca foram descobertas por nenhum dos outros dois ocupados: ela sai de cena desnorteada, corre como nunca, para, pelo que pensava, nunca mais voltar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Uma transa sensacional. Orgasmos múltiplos. Porra sujando a mobília da sala e dessa vez algo novo: às dez da manhã seguinte, o lugar cativo do vácuo foi ocupado por Ela. Agora só havia espaço para uma, nunca mais, ninguém ocuparia aquela sala senão os dois. Não que isso lhe machucasse, a foda era foda, e gostava demais disso, queria esse gosto de novidade para o evo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A tarde seguinte foi tão animal quanto a noite anterior, pacotes de camisinhas de menta, de chocolate, com espermicida, que esquenta, que gela, que dá mais prazer, que retarda o prazer...todos usados. Só faltava uma única novidade naquela tarde: ele ficar sentado e ela comandar, estava ele já todo fodido e cansado. Antes, que tal um pouco de conhaque, lindinha? Aceito, por favor! Esquentava-o na vela quando outra vez a campainha toca, entrega a dose a sua mais nova cativa e parte ao olho mágico, ver se era o vizinho pedindo que os gemidos abaixassem de volume, pois seu filho já escutava os barulhos, e isso o incomodava. Não! Era ela noutra tentativa, era D.C., chorando, com cara de reinício, com vontade de funcionar. Ignorou-a e voltou à atividade, ainda ouvindo os socos furiosos dados na porta, exigindo qualquer explicação possível ou impossível, de fato, ansiava apenas saber que seu corpo ainda sentia tesão por ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Voltaram à atividade como se nada tivesse acontecido, e desta vez, como prometido, com ele sentado em seu lugar cativo e ela por cima, rebolando e gemendo como se fosse o maior êxtase do mundo – e era. A dança era especial, algo novo, enfim. Algo digno de um casal que se fode sempre – e que por isso não se amam. Os olhos revoltos giram em parábola e o peito manequim 44 balança celeremente, jogando-se contra o rosto dele, deixando-o ainda mais com fascinação pelo que acontecia. A camisinha quase rasga de tanta pressão imposta na fricção, a vulva dela começa a se contrair, de modo a se inteiriçar, seu clitóris está em chamas; nele, a virilidade mostrada ao seu máximo, o abdome endurecido, o movimento com as coxas, que passam a carregar duas pessoas. Uma cena de movimento incontestavelmente prazerosa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Fecha seus olhos como se para absorver o máximo de cada peristaltismo, passa a viver unicamente pela emoção e pela sensação que lhe vem do roçar entre as carnes, uma animação estimulante que se torna rotineira e plenamente querida. É mais do que uma simples evocação do contínuo; é a sensação contínua de prazer, é o sentir tanto o tudo que esse se torna nada...e abre os olhos: onde se meteu? O gozo ainda reina em seus pêlos, mas cadê ela? A sente, sabe que lá está, mas não consegue enxergá-la. Sabe que ainda transa, sabe que se masturba, sabe que está só, mas continua.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Agora a sala está cheia. O sofá preto é plenamente preenchido por ele, deitado, refletindo sobre as estrelas que consegue ver através da porta de vidro da varanda. A televisão desligada, como de costume, um livro pode ter seu lugar tomado por uma revista de mulheres nuas. Hoje o que faz é consertar o vaso de rosas, ainda sabe que aquele foi fonte de muito prazer já e por isso o quer novamente na mesa de centro. Os cacos eram muitos e diminutos, a cola não era das mais manuseáveis, suas mãos trêmulas não colaboravam, mas gradualmente o vaso retomava sua forma original, levemente distorcido – distorcido é deveras forte, diferente, nem para melhor tampouco para melhor – e o que dantes viva no formato de uma Catedral brasiliense agora aparenta uma loura curvilínea na praia de Ipanema – com o seu balançar que é tão poético. Faltam duas peças, as de mais pesar e dificuldade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Para. Hesita na tentativa, suas unhas já coladas umas às outras esboçavam um movimento de separação, seus olhos derramavam suor em bicas, mas aqueles dois pedaços insistiam em não se unir ao todo ainda. Puta que pariu essa porra...pensou em C. – quanta formalidade a partir de agora não passa de um movimento natural de afastamento – e no sexo que perdeu com ela, puta merda, era uma foda foda em potência...que se ferrem os cacos. Vou – e vai – ligar pra ela. Dois toques bastam; ela atende com um Alô alegre. Oi, sou eu. Oi, querido. Vem pra cá? Ta bom – essas palavras saiam levemente mais agudas do que sua voz naturalmente o faz, parecendo um descaso e que de fato não o é – em cinco minutos chego. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Cinco minutos, tempo suficiente para terminar a reconstrução do vaso. Era o que pensava, era o que não fazia. Em cinco minutos uma única peça quase se auto repôs, e só. Tremia ainda – quiçá era o tremor da falta de sexo. Dessa vez nada de a porta bater, ela já entrou sem mesmo pedir – nem precisava mais, que respeito devia ela a ele? C. era alvo de um uso animal, e mais nada – mas sabia que o usava para o mesmo. Vamos logo...tenho sede de tesão, preciso de orgasmos. E o empurra para o sofá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;)Não se carece explicar a cena, todos a conhecem, até mesmo os virgens – pois esses são mentirosos.(&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Findado. Cigarro. Fumaça. Cola para recompor o vaso em sua perfeição. Agora sim, seus dedos estavam seguros, seus olhos fixaram-se sem muitos problemas, o caco estava por fim vencido. Do mesmo modo, o sofá estava vencido, o tabu se extinguiu, a lei do silêncio e do vazio acabava sem dor – ele por contrário gostava disso. Todo segundo estava o sofá preto ocupado por ele e por C., não necessariamente em corpo e osso. É verdade que não era sempre e tampouco toda noite que a transa acontecia, e não era isso que tornaria ambos felizes, mas sim uma foda prazerosa na noite anterior e se fosse imperativo e forçoso, um se masturbava, a outra batia uma siririca, algumas – muitas – vezes isso era quilômetros mais acolhedor e reconfortante no táctil ao prazer sexual &lt;st1:personname productid="em si. Sabiam" st="on"&gt;em si. Sabiam&lt;/st1:PersonName&gt; que teriam sempre ao assento ao lado um putinho ou uma vadiazinha com que poderiam roçar carnes novas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;)Agora não acompanho mais a estória do casal, ele provavelmente vê beleza no vaso sim, sabe que pode haver um quê de amor na transa. C. é certa de que a proteção da virilidade dele é indiscutivelmente o que a prende. Contudo, será que um dia chegaram os dois a ficar um dia à noite a passear nas vielas e nas alamedas da cidade acariciando um a nuca do outro? Será que houve um beijo com amor? Será que o toque deixou de ser erotizado? Isso não é uma história com um final feliz de conto de fadas, é puramente a realização de uma transa que foi abortada antes mesmo do nascimento, esperam, os mais românticos, que houve sim a descoberta do amor. Sabem, os mais sábios, que isso só será possível quando ambos cessarem de pensar em prazer próprio e deixassem de se masturbar: a vida é vivida, pois assim, nos momentos de dor.(&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-5602424873005109256?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/5602424873005109256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=5602424873005109256&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/5602424873005109256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/5602424873005109256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2007/10/amor-partir-de-dc.html' title='_amor a partir de D.C.'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-6701685246996664315</id><published>2007-10-14T15:58:00.000-02:00</published><updated>2007-10-14T16:04:38.138-02:00</updated><title type='text'>_pena, suas próprias</title><content type='html'>Antes, pra facilitar a vida de vocês, vai um poema do Décio Pignatari para vocês refletirem...E em seguida, o famoso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;; font-variant: small-caps; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;LIBERDADE&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;; font-variant: small-caps; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;; font-variant: small-caps; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style=""&gt;                                               &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style=""&gt;                                               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 13pt; font-variant: small-caps; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;ave sem asas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt; font-variant: small-caps; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style=""&gt;                                               &lt;/span&gt;se vou dá-las&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt; font-variant: small-caps; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style=""&gt;                                               &lt;/span&gt;voa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-X-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:18;"&gt;Pena, suas próprias&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13;"&gt;À procura do outro lado&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O que se tem de meritório é que a Pena, ainda que de modo penoso e célere para a memória já desconhecida, porém vagaroso, persistia em dançar com o vento central que a arrancara e de modo repetidamente primário e incipiente mantinha a paixão florir. Até  &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Memórias de um Esquecimento, já diria Thais Echeverria. Entretanto, diria ainda Bataille, ou se é essência ou nada se é.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Àquele maldito vento, um sentimento de dolo do comodismo e de arrogância. Onde ela está? “Aí, Zé, ôpa”, voaria Guimarães Rosa. Perdida. Uma inspiração bastá-la-ia. Uma imaterialização prática. Uma idéia. Conquanto o indeferimento pudesse doê-la as entranhas, aquilo Seu o chamava.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;A Pena mal havia caído e se libertado, finalmente livre para crescer e ser, sozinha, algo maior do que era antes em seu conjunto. Há pouco, levemente tocada pela tristeza e pela dor da pressa, das escolhas e dos itinerários que foram tomados, dançava continuamente nas nuvens, recortando ao alento dos ventos que a costurava no céu formando os mais belos caminhos e mais exóticos desenhos que jamais imaginara poder criar, a Ave voava e cantava timidamente à cidade, embelezando um pouco o cinza e o amarelo. Cores. Às cegas, rumava ao anoitecer ignorando a escuridão e atentando somente ao seu vôo solo, belo pela espontaneidade, largava-se, seu corpo dançava um tango, um samba, uma valsa e uma polca, cada uma ao seu momento, jogava-se ao sabor das penas, que por ela nasciam, e do vento e a tal azo cortava as nuvens a seu bel-prazer, sutilmente, e com brio de não errar, planava o dia completo e se perdia com os vendavais de Março. A Ave se cansava de fastio ao capo de sua vida florestal e ansiava as frentes frias e quentes. Cantarolava, regorjeava para si e isso o fazia inteiro, misturando experiências em conjunto às experimentações e escolhendo e escrevendo sua sina por sua escolha, livre como foram as cavalgadas de Sete de Ouros e os relatos de Bento Santiago. A Ave, por eterna irracionalidade e anúmera submissão, voava com dificultosa normalidade e rasgava os céus prazerosamente com um movimento ainda desorganizado de suas asas e penas, os ventos benquistos eram os de maior medo, de maior escala, e como um músico, um astro de Rock nos orgasmos prévios, de previsão do que se sucederá, teme a incompetência como almeja o sucesso, treme com a nota e soergue unido à multidão, numa ligação espiritual, um pedaço de imortalidade. Desafiava o amanhecer e venerava o pôr-do-Sol alaranjado encorajador. Do amarelo ao laranja, passando pelo vermelho, um dia morreria e nasceria na memória do desbravamento dantes. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Num dia nublado, com nuvens grossas, quase que infindas, em que seu caminho natural seria barrado pelo calvário, a Ave, temerosa e oportunista, se despena com os vendavais – que, ainda fracos de ar e ricos de potência, assustavam-na – lançando aos ares e à toada da cavalgada toda sua sustentação para seu vôo. Caia vertiginosamente contra a montanha. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;)Um &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;instante   de   negação   toma   conta   do  &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Tempo   e   tudo   o &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;se   via   era &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a   pintura &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;natural&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;do &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;caminho   do   Sol ,  seus raios   penetrando &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;violentamente   &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;contra &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;as&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;inocentes  &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;nuvens – amareladas &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;não   pela   idade &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;mas &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;sim &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;pela &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;esperança &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de  &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;se  &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;completarem &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;com &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;as &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;penas &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;voláteis   e   com  &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;a   feição   inocente   de &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;uma  &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Ave   –   forte   e   soberana   –   que &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;nada &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;busca &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;senão &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o  &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;outro   lado ,  aquele   que &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;apenas   os  &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Grandes &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;conseguem .  Uma   busca   de &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;vitória   e   de  &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;instinto .  O   Tempo  &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;pára   e   nada   mais   é   importante   senão   a   cena   em   si   e   a   beleza   da   arte .  No   amontoado   de   penas ,  que   se   faz   perder   a   lógica   e   a   continuidade ,  o   instante   em   si   é   a   vitória.( &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;A Pena, recortando e redesenhando à sua percepção a alvura do céu, voa sutilmente e envolve sua submissa Ave. Sobe, desce. Ascende, transcende. Retoma, redoma.  Nessa circulação invisível à imensidão do entardecer, a Pena, quase que com vida própria porém mútua aos ventos, às Aves, às nuvens e ao vôo, faz-me lembrar que nada é maior que o detalhe: ainda as penas voavam descontroladamente, quase que ordenadamente – trouxeste a chave, perguntam.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Eu teimava em cair. Não compreendia a tranqüilidade com que tudo se mantinha em movimento – espontâneo à Arte do que é natural – e porque raios tudo aquilo fluía de modo calmo. A mim restava a serenidade. Deixei-me. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Só quando me quietei para apreciar o fim de algo que nem havia começo – sim, uma atemporalidade como são todas similares – de modo a notar na dança do caos – tal qual se é na realidade da poesia – a beleza.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;)De muito aquele momento me parecia com o que se escreve aqui, um aparente horror – assim é aos desavisados – que maquiava o que de ímpar se queria esconder. E mais um momento o que era movimento parecia pousar na pausa imaginária e tudo aquilo, o Vento, parecia agora uma mão que me levantava em união ao meu conjunto. A Pena, aquela que sozinha nada é e comigo se é auto-suficiente, estava à parte; dançava em volta da Nuvem e dentro dela estava. De súbito, um bando de aves surge ao horizonte, iluminados pelos feixes solitários de luz que passavam às nuvens que cobria todo o céu – eram alguns hábeis que conseguiram adentrar no mundo ininteligível. Cada um voando sem regras procurando o outro lado. Procurando voar livremente. Isentos de culpa, sem errar e tampouco sem acertar, ao sabor do alento, ao sabor do vento.(&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O segundo – eterno aquele – em que subíamos foi registrado nas nuvens, a Pena escrevia estranhezas em um tom azulado violeta para que lêssemos. E lá se imaterializou e imortalizou. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Eu, a Ave que havia feito tudo aquilo, vitorioso – mesmo que condenado ao esquecimento – sabia que era: ainda que imperfeito e impreciso, todo aquele erotismo fora criado sem que se fosse penoso. )Todas as nuvens foram contaminadas pelas penas que eu decidi onde e como posicionar, à oscilação dos ventos de outono. Eu ainda caia, mesmo que sem notar, sem me deparar com a ameaça que estava defronte a mim. Os Ventos existiam, mexiam comigo, no entanto não o que deles precisava já fora laborado( Fiz Arte: o bem fazer imprecisões que ininterruptamente são apropriadas àqueles que arriscarem transpassar a continuidade. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;No chão, caído e deslumbrando toda a beleza dos céus e do meu pedaço – aquele que fiz –, calo-me e assim permaneço horas – julgaria minutos ou segundos – até que algo recomeçasse.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Não tarda, voltam-me e crescem as penas e o Vento volta a uivar. Pronto a voar estou. E assim faço: naquela escrita ininteligível e plenamente verdadeira para mim e para todos diferentemente, volto a bailar uma dança nova, como essa que vocês acabaram de concluir.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-6701685246996664315?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/6701685246996664315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=6701685246996664315&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/6701685246996664315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/6701685246996664315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2007/10/pena-suas-prprias.html' title='_pena, suas próprias'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-3270161030479675517</id><published>2007-10-03T11:12:00.000-03:00</published><updated>2007-10-03T11:36:33.937-03:00</updated><title type='text'>_a calmaria</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;)estou no labri, com um teclado estranho...se sair algo errado...não explicarei...(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-X-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já sabem, o natural é que tudo caia pela força dos ventos da primavera. As folhas, as penas...tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um ponto preto na folha branca aparece aquele mosquito voando vendado, vendo nada, voltando para a terra da calmaria - por puro insinto, sem qualquer aspecto de humanidade, cansou-se de forçar suas asas contra os ventos a caminho da proteção do concreto das nuvens: estava temendo tudo. A eiva crescia em uníssono ao seu vôo..não, pior: nem crescia nem decrescia, parava.&lt;br /&gt;Sem juizos nenhuns, o vôo tornou-se tedioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estático, o mosquito começa a cair para cima...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-3270161030479675517?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/3270161030479675517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=3270161030479675517&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/3270161030479675517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/3270161030479675517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2007/10/calmaria.html' title='_a calmaria'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-4465950196955654539</id><published>2007-09-19T15:10:00.000-03:00</published><updated>2007-09-19T15:15:35.649-03:00</updated><title type='text'>_o desacordar do feto</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:16;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;)deixando claro: é um possível primeiro capítulo de um futuro livro...quem sabe...e eu reli...mudei...sempre acontece isso, então decidi logo publicar, antes que eu ache que o texto é novamente incompleto...segue:(&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;-X-&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;)A&lt;/span&gt; primeiríssima vez de que tenho reminiscência do meu contato com o onírico data de Dezembro de mil novecentos e oitenta e sete, não podia fazer nada senão pensar nessa época, ou dormir. Era disso que me sustentava; do meu sono e do meu ser íntero-anterior pensante vivia mundanamente. No período de maturação, na reta final para o desabotoar de mais um, fui pego com um sonho em verdade importuno que azucrinou minha existência &lt;i style=""&gt;ad&lt;/i&gt; &lt;i style=""&gt;extremum&lt;/i&gt; que teremos: boiava minha fisionomia atual afronte de mim, tatuada nas costas etéreas do &lt;i style=""&gt;aeon&lt;/i&gt;, de modo tal que meus movimentos manuais podiam deformá-la e desfigurá-la &lt;i style=""&gt;ad&lt;/i&gt; &lt;i style=""&gt;libitum&lt;/i&gt;, tornando-me, pois quem duvide, em um pedaço de papel amarelado pólen soft com rabisco de carvão. O que mais assusta era, entretanto, minha dupla presença, um sensível, outro fugidio, um suscetível a danos, outro inabalável, um correto, outro externo, um de gelo e outro de água. Brincava comigo mesmo, pondo minha forma em xeque e desenhado-a ao alento do vento – sim, ventava demais – e do acaso, levando-me á descrença e ao medo de transfigurar-me com intensidade tamanha que seria impossível retornar-me à física. O silêncio da cena era gritante, o movimento em si havia se tornado um grande fato, até que uma moça apenas com silhueta monstruosa visível me paralisa com um simples toque, Saia do meu mundo, dizia de modo ardil como se tivesse invadido a si mesma, Saia antes que o buraco se feche. Não havia visto o buraco que havia anterior ao vapor e ao orvalho que compunham meu reflexo, não reparei por atenção demais aos desenhos que fazia, É grande suficiente para que consiga sair, vá! e dizia e redizia inúmeras vezes para que saísse. Gostava tanto da situação, confortável e divertido era poder ficar eternamente brincando – no sonho – que o pedido caiu em tom de brincadeira. Vá, vá,vá,vá. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O &lt;/span&gt;tom habitualmente maternal modificou-se com a nova situação, era notório já um intróito de surpresa em sua voz, gradualmente mais doce e conformada – até sua silhueta tornou-se feminina e delicada – que serviu apenas como inibição de qualquer movimento meu. E parei lá, naquela posição, até que o buraco se fechasse por completo. Aprisionei-me naquela cena, queria de maneira nenhuma fugir-me, o que agradou, como era de se esperar, a silhueta, que passou a se entreter ao lado meu com os rabiscos e com as luzes e com o vapor que parecia ser tão bastante a nos dois. O tempo passava e um servia de modelo ao outro, o um decidia assoprar, gritar, cantar a fim de ver qual seria a nova conjuntura. Assim repetia-se meu sonho vezes e vezes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;span style="font-size:180%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;        )a&lt;/span&gt;inda no ardente houve uma vez que o movimento habitual de puerilidade tornou-se mais crescido e adulto, o DeviR, o OnduLaDo ConSanTe Se TorNOu TãO iNtEnSo E vIvO qUe EsQuEcIa-Me Do TeMpOoOoO. Ah... ... ... ... finalmente nosso elo se selou ... não havia mais modo algum de negar que tivemos uma criação nossa...: uma pena surge presa a meus fios de cabelo, de modo a fixar-se neles, sem penteá-los e torna-se um ícone que perduraria sempre em meu mundo dos sonhos, e somente lá, até que algo mudasse a ordem do universo e levasse também ao material.(&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;C&lt;/span&gt;om firmeza de uma anedota, no quase-fim de janeiro do ano seguinte, em pleno sono, empurraram-me para uma brancura que tomou lugar do preto que havia, tapas me davam como se eu houvesse pedido isso, a silhueta maternal mantinha seu vozerio reconfortante, brincava sem notar o drama pelo qual estava passando e cada instante mais que ela se distraia e se alegrava com o vapor, maior ela ficava, e não parava, . Ela se tornou o mundo e reciprocamente. Foi aí, então, que, encorajado pela sabedoria de que a natureza já era conhecida minha, abri meus olhos pela primeira vez e chorei. Chorei com excesso, até parecer sair sangue dos olhos e sujar todo meu corpo ainda roxo, Ai que lindo, seguido de choros de desconhecidos, sustos pós-sustos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;J&lt;/span&gt;á acostumado com toda aquela incerteza que pairava sob meus olhos, compreendi o que acontecia: se toda aquela diversão era o que me alimentava durante tanto tempo, agora que a circunstância era diversa, deveria reencontrar-me com minha silhueta e voltar à brincadeira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;H&lt;/span&gt;oje, já sei que alguns detalhes faltam ao esclarecimento do sonho. Porque não via o mundo plenamente, porque o vapor era eterno, porque aquilo era tão perfeito se, na realidade, faltava-me algo, faltava-me companhia, carecia de algo mais que ainda desconhecia. Todo esse questionamento é fruto de muitas manhãs assustadas em que o sonho se repetia e se desaparecia sem aviso prévio. Gradativamente, tornou-se um pesadelo toda essa questão de correr atrás do passado, de conseguir encontrar minha primeira grande amada. Uma incumbência imaginária que afligia meus dias.(&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-4465950196955654539?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/4465950196955654539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=4465950196955654539&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/4465950196955654539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/4465950196955654539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2007/09/o-desacordar-do-feto.html' title='_o desacordar do feto'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-1015062129042800924</id><published>2007-09-03T20:42:00.000-03:00</published><updated>2007-09-03T21:09:23.070-03:00</updated><title type='text'>_a respeito do buraco da fechadura</title><content type='html'>No dia em que escrevi o maldito texto abaixo, achei que era minha mais nova "arte".&lt;br /&gt;Hoje decidi relê-la. Devo admitir...está disconexo, monótono e tudo mais...tudo de ruim.&lt;br /&gt;Horrível.&lt;br /&gt;Asco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;)Mas é que hoje eu acordei com tanta vontade de dormir...(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior: o silêncio.&lt;br /&gt;Querer ser o mosquito pousado no buraco da fechadura é uma realidade impossível pra mim. Poder observar todo o mundo através de um estreito é incoerente com a minha proposta. Achar que tudo é concebível foi estupidez da minha parte. Pior aqueles que acham que só a estupidez é concebível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro continuar com meu ódio pela irrealidade dos diretores de cinema. Prefiro continuar underground suficiente a ponto de ninguém conseguir me ver de fato. Mentira. Quero muito ser notado, quero estar nos holofotes. Quero estar sentado no Sol do meio-dia. Quero que saibam que estou lá, aguardando o dia em que o Sol exploda e que inúmeros feixes da luz brilhem no céu, iluminando todos.&lt;br /&gt;Imaginem: ver-me da pior maneira possível, obscuro pela iluminação. Que dia!! Aguardem. Nem que seja depois da minha queda final, um dia serei observado daqui e estarei lá, sentado no Sol, aguardando o futuro, aguardando que o nada ocorra - afinal, nada farei mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-X-&lt;br /&gt;Minha caligrafia sempre foi meu problema...Hei-de amar uma pedra....que título...prefiro "encontrei de tudo no banheiro, desde uma belíssima e esquelética Átropos até o asco da volúpia a meio de fezes e urina." ou então algo do tipo Mas se os pombos ficam. Na real, prefiro o que o dia me propõe. Prefiro o que eu prefiro preferir. )Ser tautológico é a explicação daqueles que não compreendem nada de palavras. Ser repetitivo é ser ignorante linguisticamente.(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, aos poucos anos, tive de fazer caderno de caligrafia. Cem vezes a palavra borboleta. Mais cento e vinte vezes a palavra purificador. Duzentas vezes a palavra Ricardo. Pois é. justamente meu nome era o que eu menos tinha capacidade de escrever...não sei...não me sentia bem nele...na realidade, nem ele gostava muito de mim. Com o tempo fui mudando de nome, mas mesmo assim, com dó, mantenho Ricardo como nome oficial, só por questões burocráticas...Mas um dia Hei-de amar uma pedra...ou então Hei-de gozar do Asco da Volúpia...ou Hei-de não ser Ricardo. Burocracias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-X-&lt;br /&gt;Toda essa ladainha de silêncio, de caligrafia, de Ricardo, do Sol, da minha queda, dos espectadores e da volúpia ascosa serve para mostrar que, no fim, eu Hei-de gostar de alguma coisa duas vezes na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que isso acontecerá quando eu cair de um penhasco. Chorarei do mesmo jeito que quando aquele Dr. Ricardo bateu na minha bunda e me fez chorar como um bebê indefeso. FILHO DA PUTA. Agora aguarde que eu Hei-de nascer para vocês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-1015062129042800924?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/1015062129042800924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=1015062129042800924&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/1015062129042800924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/1015062129042800924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2007/09/respeito-do-buraco-da-fechadura.html' title='_a respeito do buraco da fechadura'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-4748899682875005949</id><published>2007-08-23T22:40:00.000-03:00</published><updated>2007-08-29T15:13:46.732-03:00</updated><title type='text'>_pelo buraco da fechadura</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;)Tudo que aqui se escreve deu-se nos instantes em que escondia-me atrás das portas e espiava o mundo a minha frente.(&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;Sempre quis fazer como nos filmes: aprender a ver pelo buraco da fechadura, na minha juventude, o que as meninas faziam no banheiro, e na minha meninice, como era tão diferente a minha atitude em relação aos outros - um vouyerismo latente nosso. Questionei-me inúmeras vezes, como não iria?, porque razão os filmes poderiam ser tão inverossemelhantes e falsos - tão mentirosos quanto um retrato; quase que um auto-retrato. Era cada vez mais explícito para mim que era simplesmente impossível poder observar através da porta. Como isso me irritava: não o fato de minha incapacidade de pós-ver o que se escondia atrás de um pedaço morto - no sentido biológico - e ao mesmo tempo tão vívido; irritavam-me as mentiras dos malditos diretores cinematográficos que conseguiam expor uma cena completa de algo além do alcance visual apenas com o zoom da câmera. Odiava saber que nunca ninguém conseguiria - e conseguirá - tal feito: odiava-lhes ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia-me frustrado com a idéia de que eu era pior do que um aparato tecnológico. Pior, sentia-me vencido covardemente pela frieza com que tratavam o zoom: lento, gradativo, aberto e simultaneamente microscópico. Como gostaria de ser um mosquito para poder pousar eternamente no meio daquelas fechaduras...e deliciar-me com tudo aquilo que somente eu podia ver. Assim como meus amigos, era extremamente fantasioso e possessivo. Queria tudo. O "meu" e o "eu" valiam para a vida do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Eu tentava - juro! -, mas tudo que conseguia pensar era na tristeza de não ser capaz de ver tudo. Queria ser infalível. Queria ser mágico. Queria ser tão único quanto aquela bela menina, de cabelos de cor que ia do loiro ao castanho e ruivo meio encaracolados nas pontas e lisos nas raízes. Como admirava seus olhos, brancos como nuvens e ao mesmo tempo repletas de cor e de sabor e de saber, traziam um sentimento de plenitude único, um sentimento de realização. Estranho era notar que isso me agonizava, me doia nas entranhas. Quiçá era novo ainda - já fazem 4 anos desde esse fatídico dia. Oh, ó que belo seu rosto de adolescente em mudança, cada momento uma pequena alteração: uma espinha aqui, outra acolá. Sei sim, apaixonei-me por aquela garota e por sua intactibilidade. Era jovem demais e já idealizava garotas...imaginem meu futuro, que triste. Preferia ficar horas namorando aquela dona de minha razão a ler os best-sellers infantis, achava melhor poder eternamente me aconchegar ao seu lado do que tentar voltar ao enigma da fechadura - mesmo que tudo que via fossem especulações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não, algo me incomodava e me punha sob o risco mortal de cair de meu posto: outros viam bisbilhotar a minha garota dos olhos. Enraivecia-me. Como pode? Porque eles conseguem e eu não? Não entendia a razão de ser inferior - era de fato.* Voltei-me a considerar a situação: mesmo sabendo da presença dos outros, reparava que seus sorrisos eram mais retos, suas gargalhadas mais escandalosas, enfim, diferentes. Como? como? como.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;Depois de velho na medida do que passou – e inda novo na medida da Vontade – consegui compreender que o que víamos através daquela peça de madeira humanizada era o que queríamos ver. Partindo-se da consideração de que não se pode ver a cena por completa, fica óbvio dizer que o que será visto é conseqüência do bel-prazer do intruso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; )Aguardem vocês: certa vez, em uma das minhas viagens a Portugal, vi, em um restaurante, José Saramago, sobrancelhudo, a caminho do toalete. Acolhi, certamente, o convite explícito: venha-me ver, ou então, venha me ver. E fui. Assustei-me: encontrei de tudo no banheiro, desde uma belíssima e esquelética Átropos até o asco da volúpia a meio de fezes e urina. Vi um pastor ainda mais bondoso que deus. Senti que ele era Sísifo – vi que ele estava em meu corpo ou eu no dele, que seja.(&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; Infelizmente vivemos num mundo cinéfilo. Pena não acatá-la. Hoje os mais cegos são os que mais vêem e os que menos observam. Hoje se inverteu a posição do Leste. Ou pior: não mais há a escolha singular, só a escolha da conveniência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt; )como narrador calado, porém onipresente e independente de meu deus criador, digo-lhes um ou dois segredos, dependendo do ocaso, que são mais importante do que o já mostrado. Trata-se de uma psicose nervosa ocorrida durante os parênteses anteriores. De fato, desde a abertura dos parênteses inicial.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;o primeiro segredo é a falha, a eiva do escritor, marceneiro, que, enquanto escrevia penosamente - sofria incessantemente câimbras e dores em seu braço...exercício divino ou humano, que seja...dores que machucavam, mas que, em ato, nada muito no percurso mudaram - esse pequeno diário subjetivo e de validade nenhuma, fechara a porta de seu recinto. E o fizera sem aviso prévio, o fizera na calada da noite - aqueles que com ele moravam estavam na atemporalidade – da maneira mais estúpida: batera com vigor fálico a ponto tal de toar uma canção – aos acordados – ou um barulho – aos dormentes que relaxavam em seus colchões de penas ordenadas e que nunca receberam o toque do vento. Uma sonoridade indescritível que serviu como chamariz – cavalar e em demasia – para os que moravam consigo acordarem e tentarem entender o que se passava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os curiosos e os bajuladores correram como formigas que se escondem da chuva verãnal para descobrir o que havia de fato. Aí acontece a metafísica desta dissertação: cada um a seu momento espiava pelo buraco da fechadura a cena interna e presente ao escritor. O primeiro passo foi tímido, o segundo mais confiante, o terceiro, desavergonhado e claramente desrespeitoso – quem? – e assim eram os olhares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;,ele se molesta, ele reza, ele faz festa, ele solta fezes às, ele tapou o buraco, eu escrevia, ele fugia. As respostas para o que ocorria atrás da porta variavam de cada olho. Como, perguntariam os céticos, e Claro, perguntariam os indecisos, e ..., confirmariam, incisivos, os alguns viajantes que passavam a noite em sua casa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Ainda não lhes foi esclarecido o segredo: aqueles que moravam consigo eram cegos no ócio e observadores dos mais apurados quando interessados. Morava no manicômio.(&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;)como autor, deus do mundo do não-não, o crucrilar é o processo do sucesso. O recital com a Orquestra é o insucesso dos outros. E eu perco quando fecham os olhos.(&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;*lê-se um borrão nesta região&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-4748899682875005949?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/4748899682875005949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=4748899682875005949&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/4748899682875005949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/4748899682875005949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2007/08/pelo-buraco-da-fechadura.html' title='_pelo buraco da fechadura'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-6539435464301502450</id><published>2007-07-24T09:44:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T13:43:08.234-03:00</updated><title type='text'>_crucrilar-se-ão? o mosquito e os olhos</title><content type='html'>Antes de começar a papear, acredito que as armadilhas ainda não foram decifradas...Outro aparte, o título é literal!!&lt;br /&gt;Isso foi um sonho que se tornou isto daqui:&lt;br /&gt;)sem medo da opressão causada aos bem-aventurados vencedores que se preocupam com seu próprio amontoado de letras(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------X-------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  )Pois imaginem vocês: o autor desta desordem decidiu, por falta de inspiração, pôr no intróito de seu poema como o céu estava molhado, como o cinza matinal parecia gélido, como - olhem o perigo! - as nuvens pareciam escassas e os ventos em nada se aproximavam com os das campinas, ou dos desertos. Por escolha minha, bani esta introdução isulsa e vamos ao fim, finalmente! Ou ao começo, por fim!(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Naquela sala interna àquela nuvem da introdução, um mundo dentro do mundo surgiu, disso todos já compreendemos desde que o Grande pôs um espaço, um completo vazio, onde antes nada havia. Um relógio de acrílico fumê flutuava em alguma posição vezes incômoda, vezes insossa, vezes multiplicada. Ulteriormente - em questão de sincornia - à criação do primeiro vazio, vê-se - o verbo existe apenas para traduzir a idéia, uma vez que, factualmente, o que ocorre é que se é tão pequeno, tão insensível que apenas se imagina haver - um mosquito insignificante e marrom vívido - já ouviram falar de que quão mais sujo, mais se tem noção da limpeza ou contrariamente? pois bem, assim era a situação - destoava do branco interminável da sala, uma alvareza que deixava tudo imensurável, o que se imaginaria naturalmente.&lt;br /&gt;  Parem vocês, aventurados, e se deparem friamente com a situação. Calem por alguns minutos para ter total conhecimento da importância do que lhes falo, fechem hermeticamente seus olhos, parem de tentar aprender o que é natural. Em um relógio móvel, flutuante e transparente, pousado em algum ponteiro está um mosquito insignicante e de exímia importância que barulhava com suas asas, um zunido crucial à vida daquela sala - não tão crucial quanto à existência do carapanã. Decerto consegue ver a sala em sua totalidade ou quase isso: não vê a si prórpio, imagina-se como é apenas pelo barulho que faz, não há onde se refletir, não há onde se encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Às gotas, com o sucesso da cena única - onde mais se encontraria tal imagem do imensurável com um relógio e um mosquito colorido diante de um mundo infindo? - surgem, além dos tijolos das paredes da sala, já há tempos existentes, olhos curiosos, tão alvos como o restante da sala, uns grandes, outros menores, outros falantes, outros ouvintes: todos espreitam que zunir especial aquele mosquito fazia, assim como que gesticulações, que imagem o mosquito trazia! Que cena!!&lt;br /&gt;  Finalmente, uma outra ferramenta de nosso pequeno inseto para arquitetar como ele é: os olhares de outrem. E reciprocamente, os olhos imaginavam como eram a partir das intensidades dos zunidos soltos pelo cômodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Um último visitante surge: um grilo - tão violeta que desalinhava-se com o marrom e com o branco dantes - cujo crilar pode ser traduzido como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cru&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cru &lt;/span&gt;exibe sua música, atrapalhando - afinal, ele ainda é jovem e pouco sabe ordenar sua canção - a melodia do zunir. Alguns olhares repudiam a união, outros, mais sábios, respeitam o alento do jovem, que pode parecer ridículo a alguns, como pode parecer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chic&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fashion&lt;/span&gt;. O que se tem de certo é que ao fim de algumas voltas do mosquito pela sala, o que se podia notar é uma progressão, levemente harmônica, entre ambos. Um caminho a ser percorrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   )Por fim, o mosquito decide voar, causando um estrondoso zonzoneio, ensurdecendo a todos os atentos olhos. Neste derradeiro planar, como se em um passe de mágica, tudo se cala, o silêncio toma conta: os muros, os olhos curiosos, o mosquito e o grilo somem, e o que resta é a marca naquela nuvem do começo deste poema que sempre poderá ser vista pelos humanos que se aventurarem a olhar contra os raios solares e a encontrar as pequenas rasuras deixadas naquela bem-venturosa e ainda inacabada sinfonia.( E é lá que deitam as notas e suas obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Tardará, pois bem, mas ainda retornará a se ouvir o crucrilar do mosquito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-6539435464301502450?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/6539435464301502450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=6539435464301502450&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/6539435464301502450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/6539435464301502450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2007/07/crucrilar-se-o.html' title='_crucrilar-se-ão? o mosquito e os olhos'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-3624663162317171055</id><published>2007-07-19T14:47:00.000-03:00</published><updated>2007-07-19T14:59:26.836-03:00</updated><title type='text'>_da minha terra e da Cole</title><content type='html'>)Antes de tudo, olhem que genial é o Mia Couto: "Infância é quando ainda não é tarde"(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem literatura e dificultismos por hoje...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha só: cada vez mais ODEIO a linguagem, a língua, os simbolismos...e é por isso que progressivamente o que nasce é um amor infindável pela literatura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que a distância existe por causa da incapacidade nossa?! Será que todos os preconceitos existem por culpa das metáforas que cada palavra traz?! Será que a armadilha é intrínseca à humanidade?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, sim, temo dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No XVI Congresso de Leitura da Unicamp - eu fui!! o Mia Couto também!! - o famigerado rapaz moçambicano disse que a língua cria 4 armadilhas, só citarei as 4, as análises são suas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armadilha da Realidade&lt;br /&gt;Armadilha da Identidade&lt;br /&gt;Armadilha da Sabedoria&lt;br /&gt;Armadilha da Leitura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu amo a literatura!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-3624663162317171055?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/3624663162317171055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=3624663162317171055&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/3624663162317171055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/3624663162317171055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2007/07/da-minha-terra-e-da-cole.html' title='_da minha terra e da Cole'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-6926289516232796836</id><published>2007-07-08T11:29:00.000-03:00</published><updated>2007-07-10T09:25:02.999-03:00</updated><title type='text'>_da flip</title><content type='html'>)Acatando a idéia dos parágrafos(&lt;br /&gt;)o título seria outro, "_do muro aos céus", mas para deixar mais claro - não coeso -, mudei-o(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em vão me tento explicar, os muros são surdos. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Sob a pele das palavras há cifras e códigos. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;O sol consola os doentes e não os renova.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecem Nadine Gordimer? E Amós Oz? E Mia Couto? Maria Rita Kehl? Eu sim!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------X---------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mosquito aparentemente invisível na imensidão do cenário continuava pousado em seu ponteiro - ainda não sentia o tempo, tampouco velocidades. Dois momentos distintos confundiam-no: a princípio, observava, parado e eterno, todos ao seu redor - os muros, as paredes, estava sozinho e pousado em seu relógio que desconhecia - cada um em sua subjetividade prórpia - sabiam que os muros, os tijolos, as paredes são indivíduos, assim como os leitores e as pessoas como eu e vocês? sabiam que cada átomo participa especialmente em sua mudança no todo? - cegos ou surdos estavam, como é esperado de inânimos - já viram vida fora dos vivos, tais quais os mosquitos? - , e do mesmo modo, continuava nosso protagonista observando sabe-se lá o quê, atento e simultaneamente cego e parcial - uma coruja é díspar dum mosquito, como hão de serem imparciais uns aos outros? - a tudo que acontecia, nada muito além de movimentações e cliqueclatear dos ponteiros - ainda não percebia que se movia! - ou até mesmo o arranjo das moléculas do muros e de seus cimentos e tijolos.&lt;br /&gt;Uma monotonia aparente para todos os leitores e inclusive para o vulgo narrador desta movimentação em construção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo ficamos nós a observar o que ocorre - nada de importante para se imortalizar - na cena...uma...duas...três...quatro...e meia. Quatro horas e meia aguardamos até que finalmente algo decide se mover: o mosquito decide voar, sair da constante estagnação. Visitar, conhecer os poros do muro - sua sala é grande, já a conhece em quase toda sua superficialidade - e ver que há mais do que apenas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"apenas"&lt;/span&gt; já conhecidos e há &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"ademais"&lt;/span&gt; e afins.&lt;br /&gt;Em uma de suas visitas, planou, por uma volta de sua origem, os ponteiros. Atentou. De "olhos e ouvidos bem abertos".&lt;br /&gt;  De súbito, aquilo que era branco como todo o resto decidiu tornar-se avermelhado, multicolorido. Ademais, decidiu sair do lugar onde estava: um tijolo - ou era uma pena? - sai do muro, sobressaindo-se e se destacando. O mosquito achou que estava defronte a um espelho, um ícone a ser seguido, um ídolo - finalmente algo novo, algo a que se pode prezar, não mais aquela monotonia dantes.&lt;br /&gt;Uma aproximação amedrontada é o que ocorre: nosso caro morosamente se aproxima da novidade, sorri, age naturalmente - calado, atento, íntegro - e ganha de troco a vida de seu ídolo - sim, um tijolo move-se quase que humanamente. Uma construção onírica - de fato, o que ocorreu não é isto que o mosquito pensou ter visto - faz surgir uma mão de fumaça e poeira, movimentando-se rapidamente, unicamente - inumanamente - de modo a empurrá-lo. A força do ato não era suficiente para tanto, era resultado de afago, de agradecimento: um carinho. Mais um pouco de arte ao convívio de duas poesias.&lt;br /&gt;)Um vôo se dá! Apenas pela segunda vez isso ocorre, o mosquito sobe aos céus...volta...sobe...e é assim que a felicidade existe factualmente.(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos ainda ulteriores se mostram diferentemente similares ao descrito, cada um em sua importância, mas nada aqui se torna tão importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;)Levando ao nível ainda maior, mais abrangente, você consegue ver outras salas, igualmente quadradas, infinitamente grandes, com outros mosquitos sobre os mesmos relógios. Em dois deles - note bem, conte bem! são três! - os mosquitos pensam sobre poesias e estórias a partir deles próprios - uma metalinguagem! - sendo-as. Um pensamento complexo, assaz único, preso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sob a pele das palavras &lt;/span&gt;&lt;span&gt;em que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;há cifras e códigos&lt;/span&gt;.(&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-6926289516232796836?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/6926289516232796836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=6926289516232796836&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/6926289516232796836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/6926289516232796836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2007/07/da-flip.html' title='_da flip'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-3656939341182877625</id><published>2007-07-04T13:49:00.000-03:00</published><updated>2007-07-04T14:07:18.115-03:00</updated><title type='text'>_sobre as mariposas e os silêncios</title><content type='html'>Claro, desta vez não será um post literário tampouco um post emotivo, tampouco um post inútil...&lt;br /&gt;Será um post comentário!&lt;br /&gt;Aeee!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo os comentários que as pessoas fizeram )agora reparando, só 3 pessoas comentaram....droga, preciso divulgar isto daqui!( sobre os textículos, eu me pego numa dúvida cruel: será que é tãão diferente assim o entendimento das letras jogadas ao alento do ocaso?! Aliás, será tão ocaso assim?! Como que pode existirem tantas - tá, por ora só 4 )a das 3 pessoas que comentaram e a minha( , mas acredito que com o tempo isso aumenta - interpretações? Será que esse amontoado é de fato um amontoado?! Deveria, por lógica comunicativa, uma interpretação quase que linear - quase! - variando, logicamente, com aqueles [i]quês[/i] subjetivos que cada um dá ao texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe duma coisa?! Ou eu não notei isso, ou vocês não repararam que existe uma quase sequência nos dois posts - novamente, "quase". Meu primeiro texto está malfeito e é bobo. O segundo, carece em partes de um outro texto meu que não publiquei - mas que publicarei algum dia desses.  Será que é por isso que tantas foram as interpretações?!&lt;br /&gt;Ou será, ainda, que algumas de minhas metáforas - como, por exemplo, a da mariposa, do mosquito pousado no ponteiro, a do coiote, a da coruja,... - sejam um pouco exigentes demais?! Claro é que - para alguns desavisados sobre biologia ou que não leram [i]Intermitências da Morte[/i] do Saramago - uma mariposa não tenha muita lógica literária...&lt;br /&gt;Um mosquito pousado num ponteiro de relógio...quantas interpretações eu consigo tirar daí?! Milhares!&lt;br /&gt;A não ser alguém que tenha lido recentemente sobre xamanismo, um coiote e uma corujá não consiguirão trazer muitas informações extras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, desculpem se pareceu algo do tipo "seus ignorantes!"...muito pelo contrário, a coragem de interpretar já é para poucos! Mas será que é por isso que cada um lê de um jeito?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que Niklas Luhmann )um pouco de Teoria de Comunicação para vocês leitores!( estava certo e o que se tem são, na realidade, "arranhões", "irritações" nas caixas-pretas que somos? Será que a expressão - aquela do Rousseau com H...Husserl - é de fato solitária?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me prendo a questões desse cacife...prefiro ficar na brincadeira...jogar com o ocaso, criar possibilidades. Afinal, o que existe de correto?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-3656939341182877625?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/3656939341182877625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=3656939341182877625&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/3656939341182877625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/3656939341182877625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2007/07/sobre-as-mariposas-e-os-silncios.html' title='_sobre as mariposas e os silêncios'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-1964520926882490401</id><published>2007-07-03T21:00:00.001-03:00</published><updated>2007-07-03T21:11:18.862-03:00</updated><title type='text'>_duma mariposa</title><content type='html'>Um macaco pulava e pulava. Sim, sim, com seu outros macacos, com a coruja, com o coiote. Sim, o lago já refletia o Sol. Sim, o Sol brilha.&lt;br /&gt;E era noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U m   s o r r i s o .   muito bem.&lt;br /&gt;U m&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;)O mosquito parou e pousou no ponteiro dos segundos do relógio de meu avô - ou era avô dela? - mas ainda sim o macaco dançava e dançava sendo observado de inúmeras maneiras pelo mosquito.(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de súbito quem aparece no meio da roda - no meio, para que todos se sintam próximos dela, como a proximidade é o comum hoje - é uma mariposa. Sutil, amarela e negra. Voava sujamente - aos olhos dos macacos - e enegrecia o luar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hum, pensava o macaco, um dia vou voar junto dela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;)finito, e aqui fecha parênteses(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---)até aqui era o original, ampliado agora(---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repara bem: o mosquito parado, observa tudo e a todos, faz julgamentos ou apenas olhares. Nada ele sentia: a velocidade dos ponteiros não o afetavam, essa é a magia de qualquer um que atreva - e tenha capacidade - de pousar belamente sobre fino pedaço de alumínio.&lt;br /&gt;Sabia o mosquito que seria atacado pela mariposa cedo ou tarde. Disso ninguém de sua raça escaparia.&lt;br /&gt;Com nada se preocupava - aparentemente - e continuava a tudo observar e irreparar na velocidade ou no giro que dava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, eu, Borbas, tenho medo da morte, como é normal. Sei que disso não consigo escapar - ninguém consegueria.&lt;br /&gt;Mas é isso que me dá vontade: a chance de ser silencioso e imortal, gritando e batendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-1964520926882490401?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/1964520926882490401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=1964520926882490401&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/1964520926882490401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/1964520926882490401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2007/07/duma-mariposa_03.html' title='_duma mariposa'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-2055904662084909587</id><published>2007-07-03T21:00:00.000-03:00</published><updated>2007-07-03T21:52:08.703-03:00</updated><title type='text'>_duma mariposa</title><content type='html'>Pessoas, eu fiz caca...o que vale é o que está escrito acima!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-2055904662084909587?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/2055904662084909587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=2055904662084909587&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/2055904662084909587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/2055904662084909587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2007/07/duma-mariposa.html' title='_duma mariposa'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-984070455415632444.post-4013344128024276536</id><published>2007-07-01T18:32:00.000-03:00</published><updated>2007-07-01T19:21:43.606-03:00</updated><title type='text'>_o silêncio</title><content type='html'>Alguma vez há tempos me peguei perguntando ao )borbas( o que havia comigo. Mas como eu consigo ter ódio da calada. É incoerente.&lt;br /&gt;De fato, esse curto diálogo era quase que como Caleban e Ariel de Shakspeare indagando sobre o porquê de Saramago ter escrito um [i]Evangelho[/i] segundo JC - e que fora copiado de GH? - excluindo toda a essência da religião em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;)Novamente eu surgia estupidamente imaginando os passos finais do condenado à forca. No que será que o suicida pensa segundos antes do seu vôo com a mariposa? - sabiam vocês que no instante em que a cobra pica o pescoço do condenado, um ente enorme )cujo abraço me enlaça ao seu lado( degenera a serpente )e não só ela( e a transforma em um espaço denso, denso, denso e vazio como a mente humana é? sabiam que a platéia enegrece tanto a ponto de transformar-se em uma massa amorfa? sabiam?&lt;br /&gt;Dor não pode ser. Coragem tampouco. Nem medo. Satisfação só aos pecadores. E morte só aos vivos. Claro. Não sentia nada, ao fim, algum começo, pois não?(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como posso eu ser tão estúpido em ter tanto medo no que já conheço e gosto?&lt;br /&gt;Certa vez toquei n'água, sua viscosidade era ímpar, seu sal carcomia minhas mãos, ressecando-as, sua temperatura era deliciosa.&lt;br /&gt;Só soube qualificar o que senti quando, minutos depois, saia do mar e pisava na grama de meu quintal, seus pêlos pinicavam a sola de meu pé - não aguentei; caí -, cocegavam minhas costas, coçava-a: uma primeira apreciação? O primeiro passo foi a quebra do que nunca mais consegui imitar. O verde se diferenciava do azul pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;)Nossa! Percebo agora que o que o condenado sentia era justamente aquela quebra que senti!(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------X------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vezes acho que eu sou meio incoerente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/984070455415632444-4013344128024276536?l=borbas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://borbas.blogspot.com/feeds/4013344128024276536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=984070455415632444&amp;postID=4013344128024276536&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/4013344128024276536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/984070455415632444/posts/default/4013344128024276536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://borbas.blogspot.com/2007/07/o-silncio.html' title='_o silêncio'/><author><name>)borbas(</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05612935347498503525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://bp1.blogger.com/_82Dd-P2DPPs/R6s6Bb3jJeI/AAAAAAAAAAo/nwvLg-nFtz0/S220/HPIM2572X.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
